Pixar está a desenvolver filme com a primeira personagem trans

No ano passado, a Disney e a Pixar, esta última vendida à Disney, em 2006, por mais de 6 mil milhões de euros, lançaram dois filmes com personagens LGBTI+: “Out”, curta-metragem realizada e escrita por Steven Hunter, que teve a primeira personagem principal homossexual, e “Onward”, realizada por Dan Scanlon, e que foi a primeira longa-metragem de animação com uma personagem assumidamente homossexual.

Agora, a Pixar, estúdio iniciou um casting para encontrar uma pessoa trans que faça a voz de Jess, a primeira personagem trans de uma animação da empresa. No anúncio, divulgado na conta de Twitter da San Francisco Trans March, pode ler-se que se procuram actrizes trans entre os 12 e os 17 anos. A ideia dos responsáveis da Pixar é encontrar a pessoa certa, que crie um retrato fiel e autêntico, para assumir o papel/voz de Jess.

Para já, a Pixar não revelou mais detalhes sobre o elenco, nem se será uma curta ou uma longa-metragem.

Recentemente, o filme de animação “Soul”, da Disney/Pixar, que tem uma protagonista negro (Joe) e quase todo o elenco é negro na versão norte-americana, esteve envolvido numa polémica por na versão portuguesa, a dobragem ter sido feita por actores brancos, incluindo Joe que em português tem a voz do actor Jorge Mourato, enquanto que na versão original Jamie Foxx assume esse papel.

A juntar a isto, em Junho do ano passado, o realizador principal do filme, Pete Docter, o mesmo que fez “Up” (2009), “Inside Out”, revelou que assim que ficou decidido que a personagem principal seria um músico de jazz, que ele e Kemp Powers (co-realizador de “Soul”) optaram por fazer uma personagem afro-americana, pois consideraram que fazia sentido devido ao quão intimamente os afro-americanos estão ligados à história do jazz. Esta tomada de posição está relatada num video divulgado pela própria Pixar (ver abaixo).

Na altura, a Disney também reagiu a este tema e os responsáveis disseram que “Nós esforçamo-nos por ser inclusivos nos nossos castings, contudo reconhecemos que há trabalho a fazer e estamos comprometidos em diversificar os talentos nas nossas dobragens, independentemente da geografia onde actuamos”, revelaram à revista Sábado.

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