Já se conhece o programa completo do Doclisboa

De 17 a 27 de Outubro, o mundo inteiro cabe em Lisboa.

Um olhar sobre vastos territórios, através das mais variadas vozes artísticas, nos mais diversos tempos da História e do Cinema: esta é a linha que define a programação da edição deste ano do Doclisboa.

Esta manhã, na Culturgest, decorreu a Conferência de Imprensa do Doclisboa’19, na qual foi apresentada a programação completa da 17ª edição do festival, contando com a presença de Cíntia Gil (Direcção – Doclisboa), José Ramalho (Conselho Directivo – Culturgest), Manuel Veiga (Director Municipal de Cultura – Câmara Municipal de Lisboa) e José Manuel Costa (Director – Cinemateca Portuguesa).

“Endless Night”, de Eloy Enciso

A programação deste ano conta com 303 filmes39 estreias mundiais 45 estreias internacionais repartidos por secções competitivas e não-competitivas: Competição Internacional, Competição Nacional, Riscos, Terra à Lua, Heart Beat, Retrospectiva Jocelyne Saab, Retrospectiva Ascensão e Queda do Muro – O Cinema da Alemanha de Leste, Cinema de Urgência, Verdes Anos e Doc Alliance.

A Competição Internacional conta com 14 filmes provenientes de 11 territórios distintos. Filmes com um olhar singular sobre o mundo (e sobre o cinema), com uma diversidade formal e estética aliada a um posicionamento no mundo que o festival partilha. Lisa Reboulleau, Camille Degeye, Madeleine Hunt-Ehrlich, Sofia brito, Manel Raga-Raga, Camila Rodrigues Triana, Jo Sefarty, Frank Beauvais, Christophe Bisson, Welket Bungué, Thunska Pansittivorakul, Wook Steven Heo, Christian Haardt e Daniil Zinchenko são os nomes que compõem esta programação.

“Technoboss”, de João Nicolau

O Doclisboa apresenta 44 filmes portugueses na edição deste ano, dos quais 11 perfazem a Competição Nacional. Nesta competição, Tiago Siopa, Pedro Filipe Marques, Saguenail, José Filipe Costa, Diana Vidrascu, Leonor Noivo, Atsushi Kuwayama, Inês Gil, Miguel de Jesus, Nevena Desivojevic e Luís Brás apresentam-nos gestos de liberdade, para além de quaisquer categorizações, que nos levam desde o íntimo ao cósmico, da poesia à revolução, ao amor.

Na Conferência de Imprensa, foi igualmente revelada a programação da secção Riscos: uma secção em que o festival propõe a discussão de fronteiras e limites com filmes de diferentes épocas, que interrogam a contemporaneidade do cinema. Este ano, é apresentada uma homenagem a Barbara Hammer, por alguns dos seus amigos mais próximos, tal como serão apresentados os últimos filmes de Alain Cavalier e James Benning. Os realizadores convidados da secção são Ghassan Salhab e Sofia Bohdanowicz e, para além dos programas temáticos, o festival traz filmes singulares de jovens realizadores: Demons de Daniel Hui, This Film Is About Me, de Alexis Delgado Búrdalo, e When the Persimmons Grew, de Hilal Baydarov. O festival terá a estreia portuguesa de Danses macabres, squelettes et autres fantaisies, de Rita Azevedo Gomes e Pierre Léon, numa secção em que se convocará, também, a voz de Antonin Artaud, na sua performance radiofónica em 1947.

“Um Filme de Verão”, de Jo Serfaty

Uma das novidades da edição deste ano é a criação da Nebulae: um espaço de networking no Doclisboa que engloba um conjunto de actividades direccionadas para indústria. No Nebulae, são compiladas, num único espaço programático, actividades já desenvolvidas em edições anteriores do Doclisboa – como o Arché -, tal como novas actividades – masterclasses, tutorias, residências de crítica e investigação, oficinas e encontros -, com o objectivo de estimular o encontro de pessoas e entidades dedicadas ao desenvolvimento  da ccriação, produção e divulgação do cinema independente.

O Doclisboa apresenta, igualmente, duas novidades no ramo dos prémios atribuídos aos filmes vencedores:  na Competição Portuguesa, o Prémio Fernando Lopes para Melhor Primeiro Filme Português (Midas Filmes e Doclisboa) e, na secção Verdes Anos, o Prémio Pedro Fortes para Melhor Realização Verdes Anos.

“Under-ground”, de Wook Steven Heo

O Prémio Fernando Lopes para Melhor Primeiro Filme Português, atribuído pela Midas Filmes e pelo Doclisboa, tem como mote de inspiração o espírito do realizador Fernando Lopes, um dos grandes nomes do cinema português dos anos 60, a sua forte ligação com o mundo do cinema documental, a sua forte influência no mesmo e a sua atenção, a sua ligação com novos cineastas. Este Prémio terá como elementos do júri Alice Milheiro (Directora Adjunta da RTP, que começou a trabalhar na RTP tendo o realizador como seu primeiro director), Margarida Cardoso (realizadora cujo percurso Fernando Lopes sempre acompanhou) e Sofia Lopes Machaqueiro (neta mais velha do cineasta e fundadora do Alvalade Cineclube).

O Prémio Pedro Fortes para Melhor Realização Verdes Anos, que atribui uma Bolsa de Participação no Seminário Doc’s Kingdom, foi criado enquanto uma forma de homenagem a este colega, a este amigo do festival, que faleceu este ano. A sua influência marcou não só o festival, mas toda a sua equipa e a presente edição do Doclisboa é dedicada à sua memória.

A programação do festival já está disponível no site oficial, e as bilheteiras estão oficialmente abertas.

Cartaz

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