‘Westworld’: o que podemos esperar de uma das séries mais aguardadas do ano

5 JULHO, 2016 -

É produzida por J.J. Abrams e tem Anthony Hopkins como protagonista. ‘Westworld‘ é uma das séries que desperta mais curiosidade para este ano, espera-se mesmo que seja o próximo sucesso da HBO – no fim de contas, ‘Game of Thrones‘ já tem os dias contados.

O canal de televisão norte-americano descreve ‘Westworld‘, uma série de ficção-científica, como “uma odisseia sombria sobre o aparecimento da consciência artificial e o futuro do pecado. Situada no cruzamento entre um futuro próximo e um passado reinventado que explora um mundo onde cada apetite humano, nobre ou depravado, pode ser satisfeito.

Westworld‘ terá 10 episódios, pelo menos nesta primeira temporada, e é uma criação de Jonathan NolanLisa Joy e JJ Abrams (‘Lost‘ e ‘Star Wars‘) baseada no filme homónimo de ficção científica, de 1973, escrito e realizado por Michael Crichton, o autor dos livros que deram origem a ‘Jurassic Park‘.

Westworld-HBO-2016

Em entrevista à Entertainment Weekly, os produtores Jonathan Nolan (irmão de Christopher Nolan) e Lisa Joy falaram sobre as suas expectativas:

A razão pela qual queríamos fazer a série, juntamente com as conversas iniciais com J.J. Abrams, centra-se na lógica inversa que a série deveria ter relativamente ao filme original, pondo os ‘anfitriões’ como protagonistas“, disse Nolan, que reforçou ainda: “Em relação à questão da consciência, começamos sempre connosco próprios como resposta. O que acaba por ser compreensível – é a única consciência com a qual estamos familiarizados. Mas nós queríamos desafiar esse pressuposto. Osanfitriões estão a descobrir que foram criados à nossa imagem, mas começam a questionar se a “humanização” é aquilo a que aspiram. E dadas as circunstâncias, é fácil perceber por que é que eles começam a questionar se é que querem ser como nós….

A história acontece num parque de diversões futurista para adultos, habitado por Inteligências Artificiais que começam a ter consciência da própria existência e a apresentar problemas. A série é descrita como “uma intersecção entre o futuro próximo e o passado reinventado“, uma odisseia obscura sobre o nascimento da consciência artificial.

A série é complicada e ambiciosa“, disse Lisa Joy. “Na primeira metade, estávamos a escrever e a gravar, e precisávamos de tempo para que os guiões conseguissem acompanhar o ritmo. Aproveitar esse tempo de intervalo permitiu que alinhássemos as histórias que planeámos. Conseguimos aprofundar a evolução das personagens e envolvemo-nos nas questões mitológicas mais abrangentes. Ao terminarmos todos os episódios antes de voltar a filmar, conseguimos concentrar-nos na produção da segunda parte da temporada e garantir que os últimos episódios fossem tão ambiciosos no ecrã como eram no papel.

A diferença é que, ao contrário do filme, na série os personagens principais não são os seres-humanos que visitam o parque ou o seu criador Dr. Robert Ford (Anthony Hopkins), mas sim os robôs.

Queríamos ir rapidamente (…) para o próximo capítulo da história da humanidade, em que deixamos de ser os protagonistas e as nossas criações começam a tomar o nosso lugar“, explicou Nolan. “Estávamos com o argumento da criação da IA e da forma que ela tomaria as nossas consciências…

Jonathan Nolan disse ainda “Nós queríamos arregaçar as mangas e mergulhar fundo no próximo capítulo da história humana, em que nós, seres humanos, deixávamos de ser protagonistas e as nossas criações começavam a roubar-nos esse papel (…) e a realidade irá ser mais aborrecida. Apesar de tudo isto nós permanecemos, enquanto espécie, frustrados e com a aparência de que nos dirigimos para um desastre (…)“.

Texto de Rui Soares e Mafalda Rodrigues

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