Um caldo de coelho contra a depressão

24 AGOSTO, 2017 -

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Em 2013, John Green contou a história de um período difícil da sua vida e como o conseguiu ultrapassar. A namorada de então deixara-o e as palavras que tinha concordado em escrever, para um novo livro, teimavam em ficar na toca. A editora recusou aceitar a sua demissão e o dono da editora deixou-lhe uma nota que terminava com: “Agora, mais do que nunca, vê ‘Harvey’!”

Essa carta falava de um filme de 1950, protagonizado por James Stewart. Em “Harvey”, Stewart é Elwood P. Dowd, um homem de meia idade, cujo melhor amigo é um coelho branco invisível, com precisamente 1.91m.

O filme ajudou o autor de “Looking for Alaska” e a mim também. São várias as frases marcantes do filme. A que me marcou mais acontece durante uma conversa entre Elwood e um médico, preocupado com o estado de saúde mental de alguém que vê e fala com coelhos imaginários: “Bem doutor, eu lutei com a realidade durante 35 anos e estou contente por poder dizer que finalmente lhe ganhei.”

Quando “Donnie Darko” (2001) saiu nas salas de cinema e , principalmente depois, quando encontrou um culto de seguidores nos defuntos video-clubes, foi aptamente comparado com o filme de 1950. Donnie é amigo de uma criatura semelhante, que só ele consegue ver. A relação entre Donnie e Frank é, contudo, muito diferente da amizade entre Elwood e Harvey.

Neste vídeo ensaio para a Fandor, percorri a história dos coelhos do cinema, focando-me nestes dois. À primeira partida são dois animais muito diferentes mas, talvez, a diferença não resida no coelho, mas sim no seu dono.

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