‘Um Adeus Português’, de Alexandre O’Neill (poesia)

4 ABRIL, 2017 -

Sempre me fascinou neste poema a forma como se pode inventar um conjunto de palavras que tanta justiça fazem a uma sensação, e o tropeçar com que Alexandre O’Neill termina o poema é uma imagem que me acompanha. Todo o texto, na verdade, ecoa amiúde nos meus daydreams.

Li algures que O’Neill o escreveu poema durante a ditadura – com a cabeça posta numa mulher que foi impedida de viver em Portugal, levantaram-se das fronteiras como que paredes impossíveis de ultrapassar, e confrontamo-nos com o cheiro a podre que, por vezes, polui um país, uma questão muito contemporânea.
Ainda assim, é um poema de amor. E nós, aos tropeções, não conhecemos fronteiras.

Foi com a ideia da ditadura na cabeça que me decidi a gravar o vídeo neste contexto tão austero, nisso e no que uma amiga minha me dizia sempre que falávamos deste poema o “modo funcionário de viver”. Foi na ideia do que somos que meti o som dos pássaros.

Pedi ao José Manuel Mendes que se juntasse a mim e ao Eduardo neste vídeo – ele, poema em si, veio sem hesitar:

 

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