Turquia proíbe saída de professores universitários do país

20 JULHO, 2016 -

Na passada sexta-feira, 15 de Julho, a Turquia sofreu uma tentativa de golpe de Estado militar que provocou a morte de mais de cerca de 200 pessoas. Desde o fim-de-semana, têm surgido várias notícias de despedimentos e destituições de funções em vários segmentos da administração pública. Ontem, a agência de notícias pró-governamental Anatolia, citada pela Reuters, adiantou que 399 funcionários do ministério da Família e Políticas Sociais do país viram a sua autoridade ser-lhes retirada, assim como 21 mil professores do ensino privado viram a sua licença revogada e 1500 reitores vão ter de se demitir, pelos seus alegados vínculos com Fethullah Gülen.

Hoje, cinco dias depois da tentativa de golpe de Estado, o Conselho de Ensino Superior turco proíbe professores universitários de viajar a trabalho para o estrangeiro, noticiou a agência Anatolia. Para além disso, foram convocadas as universidades que têm professores fora da Turquia de forma a serem convocados de volta todos os professores, isto segundo a mesma agência.

O organismo público pediu também aos reitores para “examinarem urgentemente a situação de toda a equipa docente e administrativa” vinculada ao clérigo Gülen, acusado de organizar a tentativa de golpe de Estado. Os reitores devem expor as suas conclusões no dia 5 de Agosto.

Ancara alargou a sua grande punição ao exército, vários milhares de funcionários foram ainda suspensos das forças policiais, das Forças Armadas, do Ministério das Finanças e de outras áreas da Administração Pública da Turquia. Tudo isto com o objectivo de expulsar do sistema os partidários do clérigo, ex-aliado e actual inimigo do presidente Recep Tayyip Erdogan.

A viver na Pensilvânia, Estados Unidos, Gülen continua a ter grande influência na Turquia, seja nos meios de comunicação, finanças, educação, poder judicial ou até mesmo polícia.

Fotografia de de capa Huseyin Aldemir / Reuters

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