Três filmes portugueses estreiam esta semana nos cinemas

4 MAIO, 2016 -

“Axilas”, a última longa-metragem de José Fonseca e Costa, o documentário “Mudar de vida”, sobre José Mário Branco, e o filme “Rio Corgo”, de Maya Kosa e Sérgio da Costa, têm estreia comercial na quinta-feira, nos cinemas.

“Axilas” estreia-se seis meses depois da morte do realizador José Fonseca e Costa. O cineasta morreu em novembro, aos 82 anos, quando estava em rodagem esta adaptação de um conto de Rubem Fonseca.

Produzida por Paulo Branco, esta comédia foi concluída e montada por Paulo MilHomens e conta no elenco com Pedro Lacerda, no papel de Lázaro de Jesus, um homem que se deixa levar por uma obsessão sexual com uma violinista, ao mesmo tempo que lida com a morte da avó adoptiva, profundamente católica.

Na quinta-feira, chega também aos cinemas o documentário “Mudar de vida”, de Nelson Guerreiro e Pedro Fidalgo, sobre o músico José Mário Branco, dois anos depois de ter sido apresentado no festival IndieLisboa, de ter feito o circuito de festivais e de ter sido distinguido no MuviLisboa.

“Mudar de vida” começou a ser rodado em 2005, depois de os dois realizadores terem assistido a um concerto de José Mário Branco, na Guarda. Para o filme, o músico acedeu em abrir-lhes as portas de casa, do estúdio, dos concertos, da vida pública e privada.

Mais do que um documentário sobre José Mário Branco, o filme é um retrato sobre a música de intervenção portuguesa e sobre Portugal, como afirmou anteriormente Nelson Guerreiro à Lusa.

Depois de ter sido premiado no DocLisboa e de ter passado no festival de Berlim, aos cinemas chega ainda “Rio Corgo”, de Maya Kosa e Sérgio da Costa, sobre as deambulações de Silva, um forasteiro excêntrico, que anda de aldeia em aldeia.

Nesta caminhada solitária, o Espanhol, como também é conhecido, depara-se com visões que são “uma companhia para ele”, disse Sérgio da Costa à Lusa, quando o filme passou em fevereiro em Berlim.

Maya Kosa acrescentou: “Ele falava das visões como se fosse uma coisa muito normal. Ele não tem um lado esquizofrénico, nem está a delirar. Ele gostava do que via, não era uma fonte de angústia”.

Os cineastas alteraram o guião diversas vezes, à medida que encontravam novas personagens durante a rodagem.

“Rio Corgo” é o segundo trabalho da dupla que, em 2010, rodou a curta-metragem “Aux bains de la reine”, premiada no DocLisboa 2012.

Texto de Lusa

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