Teatro Nacional de S. Carlos apresenta a nova temporada lírica e sinfónica 2017-18

1 SETEMBRO, 2017 -

Sete óperas, um reforço na aposta de equipas artísticas e cantores portugueses, uma produção apresentada no Coliseu dos Recreios e duas passagens pelo Porto. A nova temporada lírica do Teatro Nacional de S. Carlos, apresenta hoje, inclui uma série de momentos-chave que procuram continuar a renovar os públicos da única instituição com programação lírica regular em Portugal. Na nova temporada, assumem funções Patrick Dickie, como director artístico; Joana Carneiro, como maestrina titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa; e Giovanni Andreoli, como maestro titular do Coro do Teatro Nacional de S. Carlos.

Os momentos fora de portas constituem a maior novidade da temporada. Será a primeira vez em mais de vinte anos que o TNSC se vai apresentar no Coliseu dos Recreios, em Lisboa; e em mais de trinta anos no Coliseu do Porto. A produção escolhida, que inaugura a temporada lírica, é Turandot, de Giacomo Puccini. Ópera em três actos, em versão semi-encenada, interpretada pelo Coro do Teatro Nacional de S. Carlos e a Orquestra Sinfónica Portuguesa – formações que protagonizam  todos os espectáculos da temporada. A ópera de Puccini será apresentada a 19 de Outubro em Lisboa, e a 21 de Outubro no Porto.

Em Janeiro o TNSC volta ao Porto; desta vez para uma apresentação no Teatro Nacional de S. João, onde não marcava presença desde 1976. A ópera será de Benjamin Britten, que encerrou a temporada passada com o marcante Peter Grimes (tivemos a oportunidade de assistir e escrever sobre a produção). Desta feita, será apresentado The Rape of Lucretia; antes de ir ao norte do país, o espectáculo será estreado em Lisboa, no TNSC, no início de Dezembro.

As restantes óperas da temporada serão L’Enfant et les Sortilèges, de Maurice Ravel (Dezembro/Janeiro); Elektra, de Richard Strauss (Fevereiro); Idomeneo, de Mozart (Março); I Capuleti E I Montecchi, de Vincenzo Bellini (Abril); e o encerramento com La Traviata, de Giuseppe Verdi (Junho).

Já a temporada sinfónica, apresentada em simultâneo, terá início ainda este mês com a fulgurante 9.ª Sinfonia de Beethoven (23 de setembro); e verá acontecer na Primavera outros dois grandes destaques, entre o Centro Cultural de Belém e a Fundação Calouste Gulbenkian, com Stabat Mater, de Rossini, e War requiem, de Britten.

A programação completa poderá ser consultada no site da instituição.

Fotografia de © Paulo Catrica

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