"Há no medo qualquer coisa de íntimo. Não é de se andar a exibir por aí, sem mais nem menos. Nunca confessaremos a ninguém todos os nossos medos. Nem a nós próprios. Alguns, de tão recônditos, manifestam-se por caminhos ínvios. São múltiplas as suas declinações. Condenados ao medo, é

Tenho um cancro de grau IV. De cada vez que abro o teclado do computador na intenção de escrever, ocorre-me a frase, já mil vezes repetida, «Quando estiverem a ler estas linhas, é provável que o autor já não esteja vivo». São incontáveis os artigos, livros, documentário