Super Bock Super Rock 2017: as nossas sugestões

12 JULHO, 2017 -

O Super Bock Super Rock regressa ao Parque das Nações. A 23ª edição volta a contar com nomes que ultrapassam as fronteiras do rock. Artistas como Future, Akua Naru, Pusha-T ou Slow J marcam uma aposta que se tem tornado recorrente por parte da organização. Contudo, os Red Hot Chili Pepers sobem ao palco no único dia, até agora, esgotado. No dia 15 de Julho, será a vez de outra banda de culto: os Deftones.

A Comunidade Cultura e Arte escolheu onze dos concertos que mais tem curiosidade em assistir, e deixa-os como sugestões a quem calcorrear o recinto do festival e ainda estiver com dúvidas do que vai ver nesta ou naquela hora.

 

Veste as peles do hip hop, da soul, do jazz e carrega-se de melodias oriundas dos ambientes suburbanos. Uma versatilidade incomparável e uma voz que se molda à exigência das sonoridades contemporâneas. Akua Naru é uma artista ímpar, de obrigatoriedade máxima para os seguidores do panorama musical da actualidade. Depois da passagem inesquecível pelo Festival MED, a norte-americana segue viagem para Lisboa, onde na quinta-feira subirá ao Palco EDP.

O trio minhoto que já agitou audiências por essa Europa fora é o expoente máximo do stoner rock nacional. Ninguém ficou indiferente às riffs distorcidas e à lentidão rítmica dos Black Bombaim. “Titans” editado em 2012 contou com várias colaborações: entre elas, Iasaiah Mitchell (Earthless) e Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta). No ano passado, a colaboração com o saxofonista Peter Brötzmann resultou num disco versátil, onde o jazz se funde com as guitarras psicadélicas, movidas pelo kraut e o stoner.

No último dia do festival, Bruno Pernadas abre o palco EDP, trazendo os seus dotes de compositor e guitarrista para o festival, naquela que será a sua estreia no Super Bock Super Rock. Vem apresentar os seus excelentes álbuns lançados no ano passado, Those Who Throw Objects at the Crocodiles Will Be Asked to Retrieve Them, um excelente projecto que mistura jazz, rock psicadélico, space age pop e elementos da música electrónica que se conjugam numa viagem incrível e prazerosa, e Worst Summer Ever, uma ode ao bom jazz e outro belo projecto. É um dos concertos imperdíveis desta edição do festival, e sem dúvida um espectáculo imersivo e que mostrará todo o ímpeto e mestria de Bruno na arte musical.

Os Capitão Fausto estão de volta ao Super Bock Super Rock com a difícil tarefa de rivalizar com os gigantes Red Hot Chili Peppers, que actuam logo a seguir no mesmo palco. Mas é provável que a banda rock de Lisboa esteja à altura do desafio. Temas como “Teresa”, “Supernova”, “Célebre Batalha de Formariz”, “Corazón” ou o singles de sucesso “Amanhã Tou Melhor” do seu último álbum vão – de certeza – cativar a enorme multidão que irá ver os Capitão Fausto brilharem mais uma vez neste festival. Com o seu enorme talento, não será descabido imaginar que dentro de algumas edições, poderão ser os cinco rapazes a fechar a noite no palco principal; contudo, este ano ainda terão de se contentar com o segundo lugar. Se for para “morrer na praia”, que seja para os Red Hot Chili Peppers.

Os Deftones estão de regresso, sete anos depois da última presença em solo nacional. A banda californiana já leva mais de duas décadas e oito álbuns editados. Confirma-se, portanto, entre os grandes nomes da música pesada internacional. Chino Moreno e companhia deverão arrasar o palco Super Bock no último dia do festival. Para além das faixas do mais recente trabalho “Gore”, não deverão faltar alguns clássicos como “Bored”, “My Own Summer” ou “Back to School”.

Para fechar o Super Bock, quem melhor do que Norman Cook, a.k.a. Fatboy Slim, um DJ pioneiro do big beat e com êxitos mundiais como “Rockafeller Skank”, “Praise You”, “Right Here Right Now” ou “Wonderful Night”? Quatro anos depois de pôr a Zambujeira do Mar a dançar no MEO Sudoeste 2013, o artista britânico está de volta, naquela que será a sétima vez em Portugal desde a sua estreia em 2004. É caso para dizer “We’ve come a long long way together”. Mas não é só nos hits que a produção de Norman Cook se destaca; o músico é considerado um dos grandes a misturar música. Certamente que nos presenteará com um set entusiasmante, desde o primeiro segundo até ao último momento de êxtase.

Nayvadius Wilburn, mais conhecido no mundo do hip-hop como Future, fecha o palco Super Bock no segundo dia do festival. É a estreia do rapper de Atlanta em Portugal, trazendo, não um, mas dois álbuns lançados este ano, FUTURE e HNDRXX, que no espaço de uma semana conseguiram o primeiro lugar da tabela de vendas norte-americana, tornando-se Future no primeiro a conseguir tal feito. Com tanta popularidade e alcance espera-se um concerto cheio de pujança, com toda a intensidade da música trap e da discografia do rapper.

Depois de abandonar os Woods em 2013, Kevin Morby lançou-se numa carreira a solo. A edição de “Harlem River” no mesmo ano, tornou o compositor norte-americano numa referência da folk contemporânea. Em 2016, “Singing Saw” foi considerado um dos melhores 20 álbuns rock, juntando-se também ao Top 50 dos melhores discos editados nesse ano. “City Music”, lançado este ano, foi muito aclamado pelos críticos. Será, certamente, um dos concertos mais aguardados do dia 13 de Julho.

A actuação dos Red Hot Chili Peppers é, sem dúvida, a mais esperada de todo o SBSR: com lotação esgotada, os californianos vão actuar no primeiro dia do festival, naquele que é o último espectáculo do dia no palco Super Bock. Custa a acreditar que foi há mais de uma década que Anthony Kiedis e companhia vieram a Portugal pela última vez. Trazem The Getaway, o álbum lançado no ano passado, assim como os incontáveis êxitos e hinos de tantos fãs que aguardam ansiosamente pelo concerto da noite; e, quem sabe, de toda a edição do festival.

A intemporalidade da música brasileira está bem viva no génio de Seu Jorge. A propósito do filme de Wes Anderson “Life Aquatic of Steve Zissou”, em 2005, o músico carioca deu a volta ao cancioneiro de David Bowie. Os grandes hits do icónico compositor e produtor foram adaptados à língua portuguesa, mantendo as melodias criadas por Bowie. Nesse álbum é possível encontrar faixas como “Space Oddity”, “Ziggy Stardust” ou “Life on Mars?”. Na altura, David Bowie elogiou o disco referindo que “com esta adaptação em português, as suas músicas atingiram um novo patamar de beleza”.

Um ano depois de ter pisado o palco Antena 3 na edição anterior do Super Bock Super Rock, o rapper Slow J está de volta ao festival. Certamente ouviremos João Coelho mostrar vários temas do seu estupendo álbum de estreia The Art of Slowing Down lançado no início do ano, como “Arte”, “Vida Boa” ou “Comida”, mas “Cristalina” ou “Tinta da Raiz” certamente também constarão na lista de músicas que o artista apresentará. Depois de Pusha T aquecer a multidão e antes de Língua Franca fechar o espectáculo do hip-hop neste palco, garantidamente que Slow J mostrará que está ao nível dos melhores, seja a cantar ou a cuspir barras.

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