Siza Vieira e Souto Moura juntos em conferência em Chaves

19 JUNHO, 2016 -

Os arquitetos Siza Vieira e Souto Moura, os dois “Pritzker” portugueses, juntam-se hoje, em Chaves, para uma conferência que antecede a inauguração oficial do Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso.

O espaço museológico, que foi projetado por Álvaro Siza Vieira e representa um investimento de 7,7 milhões de euros, é inaugurado no início do mês de julho, numa cerimónia para a qual foi convidado o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

É neste museu, que faz uma homenagem ao pintor Nadir Afonso, que se vai dar início ao ciclo de conferências “Chaves como destino”.

Segundo anunciou o município, a primeira conferência decorre hoje e intitula-se “Museu Nadir Afonso: Elementos icónicos que o caracterizam – Nadir e Siza”.

Além dos dois arquitetos, que conquistaram os prémios de arquitetura “Pritzker”, a iniciativa contará com a participação de Carlos Magno, jornalista e presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

O segundo encontro realiza-se no dia 20 de agosto e tem como tema “Os castros no concelho de Chaves: a imponência da civilização pré-romana no concelho de Chaves”, inserindo-se no programa da Festa dos Povos, e conta com a participação do professor Armando Coelho, da Universidade de Letras da Universidade do Porto, e do historiador local José Carvalho Martins.

As restantes conferências decorrerão até junho de 2017.

O presidente da Câmara de Chaves, António Cabeleira, já disse que o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso colocará a cidade no roteiro mundial da arte contemporânea e será o “segundo ícone” de Chaves, depois da ponte romana construída há cerca de 2000 anos.

A exposição inaugural do espaço versa sobre a vida e a obra do pintor e arquiteto que nasceu em Chaves, chegou a trabalhar com os arquitetos Le Corbusier e Óscar Niemeyer, e morreu aos 93 anos.

O imóvel dispõe de salas de exposição, auditório, biblioteca, arquivo, espaços para o espólio do artista e um ‘atelier’, que estará disponível para acolher temporariamente artistas provenientes de todo o mundo.

As obras de construção do museu, situado numa das margens do rio Tâmega começaram em 2011.

Entre algumas questões que levaram à demora da finalização do projeto, o autarca destacou os “longos meses” que se esteve à espera da certificação energética do espaço, considerando que se tratou de uma “demora absolutamente inconcebível”.

Texto Lusa

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