Sergei Rachmaninoff ou simplesmente génio?

1 ABRIL, 2016 -

Passava-se o ano de 1886 quando Sergei Rachmaninoff, com apenas 13 anos ingressava no conservatório de música de São Petersburgo. Muitos não viam em Sergei um talento nato para a música, nomeadamente, os seus próprios pais, também músicos. Um jovem preguiçoso, que não gostava de trabalhar, faltava às aulas para ir patinar, tinha tudo para não dar certo, mas deu. Sergei Rachmaninoff tornou-se num dos mais geniais compositores e pianistas do final do século XIX e da primeira metade do século XX.

Foi uma inspiração para muitos pianistas contemporâneos e 110 anos depois, em 1996, esteve muito presente na narrativa de “Shine – simplesmente genial”. Um filme baseado na história de vida de David Helfgott, um pianista com algumas perturbações mentais. Desde muito jovem, Helfgott, vê-se constantemente pressionado pelo rigor do seu pai, insistindo que deveria tocar uma obra de Rachmaninoff, Concerto para Piano No. 3, esta que é célebre pela sua exigência técnica. A longa-metragem de Scott Hicks foi muito aclamada pela crítica e Geoffrey Rush, que interpretou Helfgott enquanto adulto, venceu mesmo o Oscar de Melhor Actor.

Enquanto David Helfgott sofre de uma doença mental, por sua vez, Sergei Rachmaninoff suspeita-se que tenha sido portador de síndrome de Marfan, uma doença que provoca anomalias e deformações nos órgãos e membros do corpo humano. No entanto, as longas mãos de Rachmaninoff foram uma das causas para a sua habilidade ao piano.

Muito influenciado pelos também russos, Piotr Ilitch Tchaikovsky e Nikolai Rimsky-Korsakov, onde as características rítmicas, nomeadamente, ao nível da percussão são muito visíveis e idênticas entre todos. As peças de Rachmaninoff, maioritariamente românticas, denotam também muitas influências do húngaro Franz Liszt, que era uma das referências do compositor russo.

O estilo romântico das composições dotadas de técnica e linhas rítmicas são inconfundíveis, tornando Rachmaninoff num dos mais influentes compositores de sempre. O genial compositor russo foi a última principal referência da música clássica. Faleceu em 1943, a três dias do seu 70º aniversário, hoje faria 143 anos. A sua música não morrerá e não tem idade, sendo transversal a todas as gerações.

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