Rui Moreira admite taxa turística para proteger património do Porto

7 JUNHO, 2016 -

Rui Moreira admitiu hoje introduzir taxas turísticas no concelho. A ideia do actual presidente da Câmara do Porto é “atenuar a pegada turística na cidade” ou para comprar imóveis que a Câmara “não quer que sejam destinados ao turismo“, afirmou o autarca na reunião camarária pública desta terça-feira.

Rui Moreira disse ainda: “Acho que a taxa, a ser criada, devia ser usada para atenuar a pegada turística na cidade ou adquirir edifícios que a Câmara pretende que não sejam destinados ao turismo“. O autarca afirmou ainda que esta questão “deve ter um grande consenso” e deve ter em consideração “o que se passou em Lisboa” ou noutros locais onde a taxa já é aplicada.

Na reunião camarária foi abordado este assunto a propósito da verba destinada ao turismo na Primeira Revisão Orçamental e às Grandes Opções do Plano para 2016, aprovada esta terça-feira e que faz o orçamento municipal subir para 267,4 milhões de euros.

Já no início deste ano o presidente da Câmara do Porto tinha garantido que os hotéis que estão a surgir no Centro Histórico não afectam a classificação como Património da Humanidade, dizendo: “Relativamente ao Património da Humanidade, não vemos que haja risco, ou que esse risco possa resultar da reabilitação de edifícios para fins de hotelaria“.
Nessa altura, o autarca frisou que existia o risco de valorização imobiliária acompanhada da deslocação de residentes com menor poder económico. Sendo assim, e segundo Rui Moreira, a Câmara “tem vindo a tomar medidas para a evitar“, deixando, por exemplo, de vender casas camarárias no centro histórico.

Fotografia de Miguel Nogueira

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