RTP3 e a RTP Memória chegam à TDT a 1 de Dezembro

30 NOVEMBRO, 2016 -

As emissões da RTP3 e da RTP Memória na televisão digital terrestre (TDT) começam a 1 de Dezembro, afirmou, em Setembro, o presidente do Conselho de Administração da RTP, Gonçalo Reis. Ou seja, a partir de amanhã, cerca de 2,5 milhões de portugueses vão ter mais dois canais do serviço público.

Estamos a planear o arranque da RTP3 e RTP Memória a 1 de Dezembro, coincidindo com a data legal imposta, as equipas estão a trabalhar, há equipas internas de conteúdos, de formatação de canais, de tecnologia, em termos de regulação e também legal, estamos a dar os passos todos, é uma grande oportunidade para a RTP, estamos entusiasmados com isso“, afirmou o gestor.

Gonçalo Reis, questionado sobre os custos da TDT para a RTP, disse: “Estamos a trabalhar numa série de cenários e de ajustamentos, em termos de distribuição com o operador Portugal Telecom e chegaremos a acordo envolvendo também, eventualmente, os reguladores, como está previsto na lei“.

Relativamente a perdas que a RTP possa vir a ter, já que os dois novos canais a serem disponibilizados na TDTRTP3 e RTP Memória – não vão ter publicidade, Gonçalo Reis foi peremptório: “Não prevejo perdas nenhumas“.

O presidente da televisão estatal reiterou que esta é uma “grande oportunidade para a RTP porque vai ter os seus canais todos em aberto, é uma grande oportunidade para o público português” porque vai ter mais oferta, o que resulta em mais capacidade de escolha, e “é uma grande oportunidade para o sector audiovisual“, já que incentiva a produção de mais conteúdos em português.

Para o gestor, “a solução encontrada [para alargar a oferta na TDT] é uma óptima solução” e recordou que a TDT em Portugal “era a mais pobre da Europa“.

Esta é “uma solução equilibrada, prevê canais públicos e canais privados, há espaço para todos. É assim em toda a Europa, não há nenhum caso na Europa em que os canais públicos não estejam todos na TDT“, salientou.

O executivo reservou também dois canais para operadores privados, quanto mais rápido forem melhor porque assim vai dinamizar a rede“, concluiu.

Texto de Lusa e CCA

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