Reverence Valada: as bandas que não queremos perder

7 SETEMBRO, 2016 -

A terceira edição do Reverence Valada começa dia 8 de Setembro, amanhã, e como tem sido habitual voltamos a nomear algumas bandas que não queremos perder este ano. Depois das edições anteriores terem contado com a passagem de bandas como Electric Wizard, Sleep, The Horrors, Hawkwind e The Black Angels. Mais uma vez, o cartaz do festival ribatejano volta a brindar-nos com os mais variados nomes do stoner, psicadélico e rock progressivo. Este ano destacam-se, por exemplo, The Sisters Of Mercy, The Brian Jonestown Massacre, Dead Meadow ou ainda os repetentes A Place To Bury Strangers.

The Brian Jonestown Massacre

A banda californiana faz a sua estreia em solo nacional, sendo, por isso, um dos nomes mais aguardados deste ano. Na edição anterior a organização já tinha feito uma espécie de antevisão com a presença de Joel Gion. Este ano confirmou-se mesmo, aí estão os The Brian Jonestown Massacre. Os norte-americanos liderados pelo eterno Anton Newcombe levam quase trinta anos de estrada, embora, com algumas interrupções e alterações na sua formação. O documentário de 2004, “Dig!”, vencedor de um prémio no Sundance, retratava a relação da banda com os Dandy Warhols, apesar de polémico acabou por catapultar as bandas para um estrelato inesperado. Os doze álbuns de estúdio, sendo o último de 2012, “Aufheben”, confirmam o estatuto de headliner no primeiro dia.

Dead Meadow

Com 18 anos de carreira e seis álbuns de estúdio, os Dead Meadow, são de certeza das melhores coisas já feitas na capital norte-americana. Navegam pelos mares do psicadelismo dos anos 60 e 70, mas por lá bebem influências do hard e stoner rock. Apesar de se vincularem a estes géneros, a discografia da banda acaba por abordar diversas sonoridades distintas como o folk, o garage ou o space rock. Os Dead Meadow já estão num patamar que os coloca entre os nomes mais sonantes do cartaz desta edição.

LSD and The Search for God

Uma das mais agradáveis surpresas deste ano provém da terra dos The Brian Jonestown Massacre e são os LSD and The Search for God. Já andaram em digressões americanas com os The Telescopes – senhores que tocaram na primeira edição do festival – e lançaram este ano o segundo EP “Heaven Is A Place”. Desta forma poderíamos pensar que estamos a escrever-vos sobre uma banda novata, mas não, já andam há 11 anos nisto. O quinteto explora as sonoridades preferidas da organização do Reverence, desde o garage, shoegaze, psicadélico, passando pelo space rock. Na sexta-feira, dia 9, lá estarão no Palco Rio.

Papir / The Papermoon Sessions

Os Papir deixaram boas memórias do concerto que deram na edição de 2013 no Milhões de Festa e, por isso, aí estão eles de volta aos palcos nacionais. O trio dinamarquês é capaz de proporcionar viagens expansivas recorrendo a riffs infinitos, onde as influências do krautrock germânico são muito notórias. Destaque-se ainda o encontro da banda com os Electric Moon – recorde-se que os alemães actuaram o ano passado no Reverence – que resulta numa pareceria interessante: The Papermoon Sessions. A colaboração das bandas sobe ao palco principal na sexta-feira, já os Papir actuam sábado, no mesmo palco.

Thee Oh Sees

Os Thee Oh Sees, liderados pelo carismático John Dwyer, passam por Valada do Ribatejo para dar o seu segundo concerto deste Verão por terras lusas, depois da passagem por Paredes de Coura. Com o mais recente A Weird Exits ainda fresquinho (confiram a nossa crítica ao álbum), os Thee Oh Sees prometem dar um concerto cheio de pujança, como já nos têm vindo a habituar. Desde a mais recente adição de um segundo baterista ao alinhamento da banda, que os concertos são um portento de ritmo, uma mescla de noise e riffs épicos que se torna impossível para o público estar quieto, destilando fluidos humanos em moches intensos. Ansiamos especialmente por “Web” ou o estandarte “I Come From the Mountain”.

Mars Red Sky

São repetentes, tocaram no dia zero da primeira edição, no entanto, os Mars Red Sky já estão entre os pesos-pesados do stoner rock há muitos anos. Por isso, esta chamada ao palco principal do melhor festival já seria de esperar. Editaram um EP este ano, Providence, que apesar de manter as típicas guitarras pesadas e pautadas, traz ainda uma atmosfera mais psicadélica do que nos registos anteriores.

Texto de João Horta e Bernardo Crastes

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