‘Que Feliz Destino o Meu’, António Aleixo (poesia)

28 FEVEREIRO, 2017 -

É com um poema de António Aleixo, poeta semi-analfabeto da primeira metade do século XX, que o Dizedor volta a lançar vídeos com regularidade semanal. Todas as terças-feiras, será lançado um vídeo-poema no canal do Youtube, e partilhado aqui.

António Aleixo nasceu em 1899, em Vila Real de Santo António. Morreria cinquenta anos depois, em 1949, em Loulé. Os seus poemas lembram as formas originais de se fazer poesia, semi-analfabeto António Aleixo ditava os poemas, que muitas vezes aparecem na forma de quadras – uma técnica muitas vezes utilizada para facilitar o exercício de decorar um texto. Se à poesia se pode atribuir uma qualidade quase onírica, em Aleixo essa qualidade ganha outro valor, por se imaginar que os poemas não nascem no papel, nem no papel terminariam se não tivesse alguém sentido curiosidade bastante para transcrever o que o poeta ditava. Como contrastando com esta natureza, muitos dos poemas de António Aleixo são de acesa crítica social e política, marcados por uma ironia e uma agudeza que só como sintoma de se ter vivido pode ser entendido: lembremos que António Aleixo foi, ao longo da vida, muitas coisas: desde pedreiro em França, a polícia, bem como – algo que parece tão distante a menos que um século de distância – a cantar em feiras os poemas que imaginava.

Fora da crítica social, porque um homem ama, escolhemos este poema de António Aleixo.

Para este vídeo contamos com a preciosa colaboração de Eduardo Breda, que incansavelmente filmou e editou, e da Nídia Roque.

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