Primeira Festa do Livro de Belém é dedicada à literatura lusófona

1 SETEMBRO, 2016 -

A primeira Festa do Livro de Belém, que começa hoje, no Palácio de Belém, em Lisboa, é dedicada apenas à literatura em língua portuguesa, disse à agência Lusa Bruno Pacheco, da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).

A Festa do Livro de Belém é a concretização de um desafio lançado em maio à APEL pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para que se realizasse um evento nos jardins do Palácio de Belém, em torno do livro e da leitura.

É uma iniciativa interessante, porque permitirá virar mais as atenções para o setor“, disse à Lusa Bruno Pacheco, secretário-geral da APEL, que espera a presença de cerca de 30000 pessoas.

Bruno Pacheco recorda que esta é uma iniciativa de entrada gratuita – que permitirá também uma visita aos jardins do Palácio de Belém -, mas todos os visitantes terão de passar pelo habitual controlo de segurança da Presidência da República.

A Festa do Livro de Belém, que decorrerá até domingo, conta com a participação de 40 editoras e mais de uma centena de autores. Além da venda de livros, apenas de autores lusófonos, existirá um programa cultural com sessões de autógrafos, música, cinema e atividades para crianças.

Na sexta-feira, destaca-se uma atuação da cantora Cristina Branco, no Pátio dos Bichos e, no fim de semana, a exibição, no mesmo espaço, do filme “Visita ou memórias e confissões“, de Manoel de Oliveira.

A pensar na possibilidade de ter visitantes estrangeiros, algumas editoras terão disponíveis para venda traduções de obras de autores portugueses e lusófonos para outras línguas.

Entre as editoras que pagaram à APEL para estarem nesta Festa do Livro de Belém – pagamento que ajudou a custear a montagem do evento -, estão a Gradiva, a Leya, a Livros Horizonte, a Cotovia, a Porto Editora, a Bertrand, a Relógio d’Água e a Tinta-da-China.

A realização da Festa do Livro de Belém foi publicamente anunciada por Marcelo Rebelo de Sousa, em maio, quando esteve na abertura oficial da Feira do Livro de Lisboa, organizada pela APEL.

Na altura, a APEL anunciou que Marcelo Rebelo de Sousa passava a ser membro honorário da associação, como forma de agradecer ao chefe de Estado o que tem feito pela literatura.

A Festa do Livro de Belém é uma iniciativa da Presidência da República com a APEL e a Câmara Municipal de Lisboa.

Texto de Lusa

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