Porto vai dar apoio directo a produção cultural e artística contemporânea

11 JULHO, 2016 -

O presidente da Câmara do Porto Rui Moreira anunciou, durante a cerimónia de entrega de medalhas da cidade, que já não é o Porto que é a Capital da Cultura, mas a cultura que se torna capital no Porto. Sendo assim, o autarca revelou que a Câmara se prepara para acrescentar uma nova componente à sua política de conteúdos culturais, como se pode ler no artigo do Porto.

Aquando da inauguração da exposição P. – Uma Homenagem a Paulo Cunha e Silva, por extenso, anunciei a criação de um prémio internacional de artes visuais, com o seu nome”, lembrou o autarca no seu discurso, Sim, queríamos e queremos homenagear o nosso querido amigo e vereador com esse projecto de estímulo e reconhecimento profissional dirigido a artistas, nacionais e internacionais, que trabalham em artes visuais: um domínio que lhe era particularmente próximo, no qual cresceu e permitiu que muitos crescessem, dentro e fora do país. Era isso que movia o Paulo: provocar talento, descobrir novo pensamento e dá-lo a conhecer ao mundo que o rodeava. Mas não só. Na verdade, o Prémio Paulo Cunha e Silva constitui uma peça num plano maior para a Cultura: uma estratégia que estamos desde já a desenvolver e que pretendemos que potencie o Porto, ao longo dos próximos anos, como território ímpar para a criação contemporânea.

Rui Moreira explicou: “Depois de três anos a trabalhar na reinvenção dos diferentes espaços de cultura municipais, na reactivação do património da cidade através da arte contemporânea, na concepção de programas e festivais que recuperaram e criaram públicos para a cultura, na diluição de fronteiras e barreiras culturais no território da cidade, e na ligação da cidade aos discursos contemporâneos nacionais e internacionais, iremos sedimentar a qualidade de todos estes projectos e iniciativas. Mas vamos, em simultâneo, concentrar recursos no apoio directo à criação contemporânea no Porto em áreas tão destinas quanto o pensamento crítico, a escrita, a prática das artes visuais, a curadoria ou a composição musical. Queremos com os futuros programas de apoio directo à criação artística, e de apoio e visibilidade a espaços de residência artística da cidade, contribuir de forma incisiva para fixar o talento da cidade e também atrair talento nacional e internacional para o tecido artístico do Porto.“, disse Rui Moreira.

O Presidente da Câmara do Porto completou ainda “O Porto é, por natureza um porto. Seja ele o porto que se abria pelo rio ao mar e nos ligou ao Mundo em todos os sentidos que a vida pode dar, seja ele hoje também o aeroporto, seja ele o Porto que é abrigo e quer ser abrigo de novas gentes, de pensamento e de criação contemporânea, provocativa, expansiva, nova. A criação contemporânea que aqui tem nascido nos espaços e plataformas mais informais e inusitados; a criação sub-40, sub-30 ou da geração Y, é o nosso Porto 2001. Sem precisar da construção de templos que já tem. Sem obra de fachada de que não precisa. Sem necessidade de serventia. Um Porto 2016, 2017 ou dois mil e qualquer coisa. Um Porto contemporâneo e que olha o futuro a partir da sua cultura; uma cultura que não se confunde com outras. Uma cultura que é, ela própria, a capital“, explicou Rui Moreira.

Fotografia Miguel Nogueira

 

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