Osso Vaidoso: ‘Miopia é a nossa dificuldade em nomear as coisas que estão aqui representadas’

15 DEZEMBRO, 2016 -

Vieram do Porto, cidade onde vivem e criam e recriam as composições descomplexadas há mais de duas décadas. Ana Deus e Alexandre Soares, dois colossos da música portuguesa. Ela, olhar fixo no eyeliner preto da poesia. Ele, olhar descompassado e compenetrado na criatividade sonora. “Osso vaidoso” é o mais recente projecto da dupla do norte. Descarno de alma que se vai desconstruindo com as dúvidas das incertezas. Miopia é o seu último longa duração e é já uma marca de luz na música portuguesa actual.
Encontrámo-nos na Praça que dá nome ao poeta das portugalidades, Camões. Caminhámos pela Rua Garret num diálogo de sons de instrumentos inovadores que trazem para as suas composições. Alexandre Soares é um músico demasiado sério para repetições, para amálgamas de samplers que afinal soam todas ao mesmo. A Ana, uma deusa da criatividade vocal, despida de mimetismos monocórdicos, prefere destruir e desviar-se dos caminhos fáceis traçados a régua e esquadro. Quando um constrói, o outro destrói, quando um incorpora as expectativas do futuro, o outro não quer nem saber. Os concertos são pejados de liberdade de improvisação, irrepetíveis, únicos no momento. Miopia é um punhado de lâminas aguçadas que escavam as incertezas da realidade da Vida.

Miopia, o nome do vosso novo álbum. Já li muita coisa sobre a Miopia, mas eu começaria assim: uma doença tendencialmente crónica no caminhar da idade. Ou seja, com a idade tendemos todos a ver pior, a desfocar.

AD – Não é propriamente a ter miopia, é a ver pior, a desfocar. Mas essa miopia do título serve para isso tudo. A ver pior, a confundir e a ver mais perto ao mesmo tempo. Quanto mais perto está a coisa não olhamos tanto para ela, do que quando está mais longe, que tendemos a confundir. Às vezes quando se aproxima é outra coisa diferente daquilo que nós pensávamos, “Olha aquela pessoa é fulano”, e depois chega lá e não é nada. É o que nos acontece .

O ver melhor e ver mais perto, implica também uma maior proximidade no sentir?

AD – Sim, eu acho que sim. Que é o que se passa com a idade e com o nosso sentir também, tudo um bocado. Mas pronto, não vale a pena andarmos muito à volta da palavra miopia, para o título do disco porque às vezes é um bocadinho difícil, também porque a própria palavra é um desfoque.

AS – É o poema.

AD – E ajudou-nos um bocadinho, “pode ser, pode não ser”, o ver mal com a aproximação com o afastamento, com a idade e o afastamento, é tudo relativo. Nós percebemos agora com o tempo que as coisas são todas relativas. O que o Alexandre está a dizer é que tem uma relação com o poema que, acabámos por não fazer. Também por alguma miopia mental que não fizemos a canção, que é o “Miopia” do Alberto Pimenta que fala um bocadinho dessa dificuldade em perceber a vida enquanto a vamos vivendo e, o que está para trás ver-mos melhor. O poema e os poetas estão um bocadinho aí representados. Mas também tem a ver com essa dificuldade de pôr um nome nas coisas. Porque tu olhas para aqui (a capa do álbum) e tu vês que efectivamente é uma coisa pouco usado nos discos, normalmente. O meu filho dizia “mal se vê, não se vê uma marca”. Não, é a nossa dificuldade em nomear as coisas que estão aqui representadas, percebes. Está desfocada, a própria palavra é desfocada.

E pegando pelo desfoque que também cria imprecisões, e o álbum tem algumas imprecisões que foram propositadas. Ou seja vocês aproveitaram também isso e os próprios ruídos da respiração e, tudo o que ficou acaba por derivar do improviso. Miopia é um álbum disforme e desfocado, mas no entanto é muito denso e muito completo. Vocês concordam com isto?

AS – Eu concordo, porque senão também não estavam lá. Os barulhos electrónicos, os barulhos do telefone, os barulhos do dia-a-dia, tudo, não foi só porque calhou. Interessa-me o resultado disso no final, porque tem que haver um teste também.

AD – Houve uma edição do que calhou e outra do que foi de propósito, não é?

AS – Sim, foi ouvido e depois uma pessoa escolhe, escolhes na mesma.

AD – Eu percebo essa densidade por causa da diversidade também. Do que cada música tem, do que cada poema tem, são completamente diferentes. Por exemplo, um tema como o “Miopia” é completamente diferente do “Comigo me desavim”. Portanto são todos bastante diferentes. Uns mais trabalhados outros menos trabalhados, mas tem a ver com isso com a acumulação também, a densidade tem a ver também com isso. São todos poemas de… não de consolação, mas de ideias supremas. Que é coisa que está muito longe de mim, não é? Eu sou, não vou dizer parva, não vou chamar a mim própria parva (risos), mas os poetas dizem coisas que nós não conseguimos dizer, ou que pensamos muitas vezes, que sentimos e que intuímos mas que não conseguimos… chegar àquela ramificação. E estes poemas dão as várias interpretações e gosto muito deles por isso.

Mas tu escreves…

AD – São letras, duas letras que eu escrevi porque achei… uma delas achei que talvez ajudasse à leitura do todo, que é o “Principio da incerteza”, não ajuda mas eu acho que se percebe muito bem tudo. A outra, a outra é uma coisa mais espontânea, que eu tinha escrito e que é mais fácil de trabalhar musicalmente do que os poetas. Os poetas, os poemas dão mais trabalho e também os escolhi por isso. As letras são mais fácies de trabalhar.

É curioso que colocas esse distanciamento com os poetas…

AD – Sim, porque aquilo são poemas que não foram feitos para serem cantados.

Mas há uma envolvência tua nos poemas.

AD – Sim, eu cantei os poemas. Mas eles são poetas e eu não sou. Eu sou cantora e fiz as letras, eu aí faço a distinção muito clara. E mais uma coisa só para acrescentar, também escrevo pelas palavras, porque quando estou a escrever tem a ver com o som das palavras, não é só a ideia. É o ritmo e a maneira como encaixa tudo, é um bocadinho diferente porque o poema, como não é condicionado pela música, tem outro valor. Quando tu sabes que vais cantar, e ainda por cima és tu que vais cantar, sabes exactamente o que hás-de escolher, o que hás-de fazer certo.

Há pouco falava-mos nas sonoridades que entram nas músicas (agora até é mais para o Alexandre), utilizam o Triochord e o Laptop acústico.

AS – Laptop acústico é o nome que dá a este Laptop, e este foi feito por Henrique Fernandes que é um músico. São músicos que estão ligados à música experimental e que constroem instrumentos também. E este é um instrumento dele, e é muito engraçado porque ele faz uma caixinha com coisas do dia-a-dia que trabalhamos acusticamente. Desde aquelas coisas de esfregar, fitas de papel… o solo do “Continuarei” é feito com um  cortador de batatas…

AD – É os araminhos do cortador.

AS – É, os araminhos e os harmônicos da guitarra. Esses instrumentos também funcionam muito bem com a guitarra, eu gosto de misturar as duas coisas. O outro é o Triochord, que é uma coisa de mesa em que aquilo é para ser tocado de uma certa forma, mas eu toquei aquilo com uns fios e tal, e depois também com algum processamento. Faço aquilo que me soa na cabeça.

Esses sons acabam também por se ligarem aquelas imprecisões. Não sei, pergunto, se é pensado ou não.

AS – A reduzir, a reduzir, a recolher, o não ter uma coisa muito ampla para trabalhar. É por fases, uma fase é mais guitarra e mais isto, as imprecisões do que lá está. Fazes um take e não sabes muito bem, mas escolhes o momento e quando escolhes o caminho não é tão fácil, estás a perceber? E muitas vezes pegamos nessa base e dizemos, “não, é só nesta base que vamos trabalhar” ou que podemos fazer mais isto ou não sei quê. É uma opção, e a mim é o que me dá mais prazer fazer as coisas. Não é pegar ali e agora começar a limpar, não. Aquilo tem três cortes, não podes pedir muito mais.

AD – Já aconteceu outras vezes, termos maquetes muito bonitas e quando vamos para o disco em estúdio “oh, era tão bonito nas primeiras versões e perdeu-se e não sei quê”. Portanto lá está, estamos a aproximarmo-nos das coisas também, esta distância fez com que pensasses “caramba” afinal está diferente.

AS – Não é mais fácil, percebes. É um processo muito de escolhas, não tens aquela coisa de agora vou fazer aqui bem e aumentar. Essa coisa do overproduction não é para mim, mesmo nós com muitos takes, desgravávamos para não termos muitas hipóteses, como se fosse uma fita. Não é como se fosse um computador que podes fazer cem mil pistas, é como se fosse uma fita que tinha 16, pegas no take e acabou. Eu tenho mais prazer em trabalhar assim.

Engraçado, porque a questão seguinte é precisamente essa, “repetir é diminuir”?

AD – Sim acabámos por sentir isso. Neste caso, mas estava a lembrar-me do Animal que é um bocadinho ao contrário, nós demos muitos concertos antes de gravar, foi um bocadinho feito ao contrário. Só gravámos um ano ou dois depois de andarmos a tocar algumas das músicas. Portanto elas têm a respiração do vivo já, foram de alguma forma buriladas de outra forma, é outro processo completamente diferente. Este não é a composição e é o apanhar… mas ele é mais teimoso ai que eu, “Cantaste, agora vem ouvir como cantaste”. Tipo, “vou te mostrar como cantaste” e depois mostrava-me como eu tinha cantado no primeiro take no dia não sei quê, e eu tinha que ir para casa aprender (olha para Alexandre a sorrir). É verdade, coisas fora de tempo, uma nota mais esquisita.

AS – Eu gosto desse momento, em que há de ambos uma parte que um não sabe o que é que o outro vai fazer.

AD – Exacto (risos)!

AS – Mas como já nos conhecemos há algum tempo, a reacção é rápida. Ela faz de uma forma, e eu toco de uma forma por causa dela ter feito. Se ela refizer a voz, já não faz sentido aquilo que eu fiz na guitarra. Trago coisas do primeiro take e estão ali, se tiras um tens que tirar o outro.

Como é que foram estes dois concertos? Como é que isso funcionou? Estavam a dizer há pouco que com o Animal foi precisamente o contrário.

AS – Agora é ao contrário. Nós temos de qualquer modo essa coisa, mesmo no Animal, de não nos prendermos aquilo que gravamos no disco. Sabemos o que é que está no disco, mas experimentamos e vamos lá embora e seguimos! Agora estamos a ser surpreendemos, temos mais uma pessoa a tocar connosco, que tocava nos Tigres e agora também está connosco, e estamos a ver o que estamos a fazer no momento com estas músicas. Mas isso é o que me dá muito prazer fazer, saber que vamos para lá com uma base que é o guia, mas são sempre diferentes.

AD – Nos discos noto que estou sempre ligada há métrica e às palavras, às vezes demasiado. Porque os concertos não são isso, estou sempre a desarrumar o texto a maior parte das vezes. Portanto, não tanto de notas mas é segui-lo porque ele foge mais com as notas, porque eu posso dar uns gritos e tal.

“Compor acabada de acordar”, dá-te legitimidade do surrealismo na escrita?

AD – Dá, dá… Era um dos métodos deles era mais ou menos meios a dormir, até com febre.

AS – E antes de deitar.

AD – Antes de deitar e de manhã também, o “Dramo-me” escrevi de manhã. Escrevi, porque é mesmo hora do dia em que estás, “ai não me apetece levantar, ai não me apetece fazer”. Às vezes esta coisa de escrever ainda meio com sono, aconteceu-me uma vez em Viseu que eu estava com uma gripe danada e tinha ido fazer um trabalho com um grupo de teatro. Tive que ficar três dias fechada no hotel com febre e comecei a escrever. A partir daí comecei a achar muito engraçado, porque saía de mim e eu não me reconhecia e nem me lembrava muito bem. E depois comecei a perceber que se calhar, à noite ou de manhã ao acordar, numa altura em que ainda estou ou ainda não estou, tenho alguma liberdade em condensar e encostar ideias umas às outras. É um bocadinho isso, condensar. As coisas existem tal como nos sonhos e eu estou a aproximá-las como se fosse uma montagem e encostá-las umas às outras. Depois do café faço a minha edição, mas é engraçado porque me desbloqueou a cena da escrita. Pensava, escrever sobre o quê, a dizer o quê. Eu censurava-me muito, tinha essa relação de me censurar bastante. E essa coisa de não sou bem eu, não estou bem lúcida, não estou bem não sei quê desbloqueou-me e comecei a gostar.

Como é que foi o processo da escolha dos poemas?

AD – Foi andado. Alguns eu já andava a namorar há muito tempo, a “Hora grave” do Rainer. E eu leio muita poesia para cantar, sou uma interesseira da poesia. Leio, leio e acho que tenho olho para escolher, para perceber que consigo cantar aquilo apesar de me dar trabalho. O que me deu mais trabalho foi a “Pequena Arte” da Arte Poética de José Luis Borges por causa de não ter propriamente uma rima, tem uma repetição, não é? Mas gosto de começar a pensar nisso e faço muito isso até para outros projectos. E para este, achei que estes poemas eram os mais indicados para um trabalho com ele. Pronto não sei, ele me dirá…

AS – Acertaste (sorriso).

AD – Pronto acertei! Mas achei que estes ficam lá bem, por aquilo que conheço dele, por aquilo que nós os dois de alguma forma temos em comum. E é isso, depois é passar e experimentar. Engraçado, não deitámos nada fora, não me lembro de nenhum poema que tivesse ficado de fora.

AS – Não, a abordagem é que foi trocada.

AD – Sim, no “Principio da incerteza” foi trocada, mas não mais. Eles têm alguma coisa a ver uns com os outros, emparelham alguns.

E Mário Cesariny?

AD – Ah! Então nós temos quase feito um disco do Cesariny!

AS – Quase completo, mas não gravámos.

Porquê?

AD – Porque não gostámos do resultado .

AS – E podemos fazê-lo bem agora. Tem lá tudo desenvolvido e quando tivermos tempo está lá tudo, é só gravar. Acho que pode ser um trabalho bem feito, eu gosto.

AD – E temos cantado a “História de Cão.”

AS – Ah pois ao vivo sim, cantámos uma.

Em relação à imagem, sempre foram muito fortes nos videoclipes. Qual é o vosso envolvimento no processo de realização? Por exemplo o “Continuarei”?

AD – Ah! (risos) Ainda hoje o tive a mudar, eu já mudei este vídeo sei lá quantas vezes.

AS – Eu gosto imenso desse vídeo. Acho que está muito engraçado.

AD – A cena da boneca? Sim, eu fiz o “Continuarei” e o “Desavim”, os outros para trás não fiz. Foi a Raquel Castro a mulher do Tó Tripes. Ela era para fazer este vídeo também, mas não pôde porque estava com o doutoramento e foi para o Chile. Mas pode ser que ainda faça quando voltar. E o meu filho tinha lá no computador o Sony Vegas e eu gostava de montar som e imagem no Sony Vegas porque é uma timeline fácil. E depois comecei a brincar com aquilo e a misturar imagens. E pego em imagens que já existem, aliás eu já fazia isso para a Bruta, pegava em imagens que já existiam. É uma espécie de poesia, é uma outra poesia em cima da música. Mas o Alexandre preferia que nos metesse-mos a nós, uma coisa mais pessoal. Primeiro fui filmá-lo a ele, depois filmei-me a mim. Filmei aquela cena dos olhos, filmei os meus olhos e ele filmou-se a ele, mandou-me e eu montei.

AS – Eu gosto daquele mix. A cena dos olhos está muito boa.

A critica ao álbum tem sido brilhante, 4 e 5 estrelas. Estavam à espera disto?

AS – Não sabia. Era o que estávamos a falar há bocado, isto está um bocado fora e não sabia se as pessoas iriam gostar. Uma coisa é o que tu fazes, é a entrega e tudo isso. Mas gostaram, percebi que havia interesse.

Mas isso é uma preocupação vossa?

AS – Não, eu é uma curiosidade a seguir, porque quando estou a fazer nunca penso no outro. Não faço isto para ser percebido, não existe essa intenção. Mas depois de estar feito querem ouvir, podem não querer, não é? Estava curioso para saber.

A Ana começou-se logo a rir com a pergunta…

AD – Sim, porque eu sabia que ele estava assim sem saber bem. Eu não tenho garantias, eu sei que o disco está muito bom, mas sei como de costume nunca conseguimos sacar um single, uma música, tipo “toma lá uma música”. Portanto isto funciona como um todo, com as músicas encostadas umas às outras.

Mas um álbum é isso, um todo não é?

AS – É, é isso.

AD – Sim é! Elas falam umas com as outras, as músicas. Não são músicas soltas e histórias soltas. Mas a minha maior expectativa tinha que ver com o ao vivo e esta fase pela qual estamos a passar, porque é a fase que me doí porque a coisa ainda não saltou (risos). Agora o caminho faz-se caminhando, portanto o que eu mais gosto de fazer é concertos. Eu gosto muito de fazer discos, mas depois caminho para os concertos. Em relação a isso, eu não tenho dúvidas nenhumas, a entrega é muito clara. Mas estou contente com o álbum (olha para o CD), apesar de não se ver lá dentro as letras, de resto está tudo (risos). Estou muito contente porque o Gastão Cruz gostou muito da música dele, como eu lhe troquei as estrofes, pensei que ele não fosse gostar mas ele gostou. A gente pensa que os poetas são muito rigorosos com as palavras, por isso fiquei tranquila. O poema que não conseguimos fazer na nossa sessão de improvisação da Miopia, está aqui na contracapa, que é o poema do Alberto Pimenta está aqui inteirinho para que seja lido e apreciado.

Já houve alguém que lhe chamou um “guia espiritual”. No processo de composição pensaram nisso?

AD – Realmente o Miopia é muito mais espiritual do que o Guia Espiritual. Tem muito mais o tema espiritual e transcendental do que o outro, o outro era muito mais ligado à família, ao grupo.

Mas pensaram nisso na sua composição? A primeira música está lá por um motivo e a última também.

AD – Sim é o remate. A primeira música fala das dúvidas da arte e a última fala de que vale a pena continuar aqui. Ou seja, de alguma forma isso relaciona-se. Pode ser, o “Creio” e o “Continuarei”, são completamente diferentes mas o “Creio” é das coisas da terra, da dimensão do humano para passar a falar do divino. Mas o divino tem uma interpretação que eu acho maravilhosa, e eu gosto de cantar também por isso. Mas, outra coisa que não tem nada a ver com essa questão, mas o Miopia está para o Animal um bocadinho como o Comum está para o Guia. Estou a falar em relação à sonoridade.

Também há um distanciamento de 5 anos em relação ao Animal…

AD – Sim, 5 anos em relação ao Animal e 20 em relação ao Guia. Sim 20, já tínhamos feito as contas (risos)! É a maneira como me sinto embrulhada no som, como me senti no Comum e como me sinto neste. No Dia e no Animal sinto-me completamente embrulhada.

E estão preparados para a estrada?

AD – Estamos sempre (risos)! Eu gosto! Estas músicas também ainda não estão como as outras, mas isso também é engraçado, vão-se distanciar agora desta versão. O que era fácil quando eramos só dois, agora com três temos que arranjar uma forma de o fazer também.

Ficamos à espera de Miopia ao vivo e do próximo álbum de Cesariny.

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