Os livros favoritos de Patti Smith

6 JULHO, 2016 -

A cantora, que actuou em 2015 em Portugal, mais propriamente no Coliseu dos Recreios, passou também pela Casa Fernando Pessoa. Admiradora assumida de Fernando Pessoa visitou a Casa e leu o poema “A Saudação a Walt Whitman”, de Álvaro de Campos (o momento ficou registado e podes vê-lo no fim deste artigo).

Na mesma altura da sua passagem pelo nosso país, e em entrevista à Time Out, a cantora confessou que desde muito cedo se interessou por Fernando Pessoa“Descobri-o quando era muito nova e estava entusiasmada em ver a sua cidade e os lugares onde escreveu e andou. Naturalmente aumentou o meu interesse pela cidade. Na minha geração todos líamos Pessoa. (…) Foi importante lê-lo”. Patti Smith revelou ainda que foi com Tom Verlaine, vocalista e guitarrista dos Television, que leu grande parte da obra de Pessoa.

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Em “Just Kids”, no seu mais famoso livro, publicado no início de 2010, é fácil de percebermos que foi desde muito cedo que a cantora se interessou por literatura, no seu memoir pode ler-se: “Fui completamente conquistada pelos livros e reforça ainda “Ansiava por lê-los a todos, e as coisas que lia criavam outras ansiedades em mim.

Já na adolescência a autora descobriu a poesia francesa de Charles Baudelaire ou Arthur Rimbaud, que a inspiraram e a ajudaram a moldar e criar a sua persona artística como poeta e punk rocker. Apesar da fama como figura icónica do rockn’roll, Smith tem-se sempre descrito como essencialmente uma pessoa de livros. Na altura da sua comparência no Festival Internacional de Artes de Melbourne, em 2008, e segundo a Vertigo, Smith partilhou a lista dos seus livros preferidos, onde consta o “Livro do Desassossego” de Fernando Pessoa.

  • The Master and Margarita de Mikhail Bulgakov
  • Journey to the East de Hermann Hesse
  • The Glass Bead Game de Hermann Hesse
  • Heart of Darkness de Joseph Conrad
  • Moby Dick de Herman Melville
  • Billy Budd de Herman Melville
  • Songs of Innocence de William Blake
  • The Wild Boys de William Burroughs
  • Howl de Allen Ginsberg
  • A Season in Hell de Arthur Rimbaud
  • Illuminations de Arthur Rimbaud
  • Wittgenstein’s Poker de David Edmonds e John Eidinow
  • Villette de Charlotte Bronte
  • The Process de Brion Gysin
  • Cain’s Book de Alexander Trocchi
  • Coriolanus de William Shakespeare
  • The Happy Prince de Oscar Wilde
  • The Sheltering Sky de Paul Bowles
  • Against Interpretation de Susan Sontag
  • The Oblivion Seekers de Isabelle Everhardt
  • The Women of Cairo de Gérard de Nerval
  • Under the Volcano de Malcolm Lowry
  • Dead Souls de Nikolai Gogol
  • O Livro do Desassossego de Fernando Pessoa
  • The Death of Virgil de Hermann Broch
  • Raise High the Roof Beam, Carpenters de J.D. Salinger
  • Franny and Zooey de J.D. Salinger
  • The Scarlet Letter de Nathaniel Hawthorne
  • A Night of Serious Drinking de René Daumal
  • Swann in Love de Marcel Proust
  • A Happy Death de Albert Camus
  • The First Man de Albert Camus
  • The Waves de Virginia Woolf
  • Big Sur de Jack Kerouac
  • Anything de H.P. Lovecraft
  • Anything de W.G. Sebald
  • The Thief’s Journal ou qualquer obra de Jean Genet
  • The Arcades Project ou qualquer obra de Walter Benjamin
  • Poet in New York de Federico García Lorca
  • The Lost Honor of Katharina Blum de Heinrich Böll
  • The Palm-Wine Drinkard de Amos Tutuola
  • Ice or anything de Anna Kavan
  • The Divine Proportion de H.E. Huntley
  • Nadjade de André Breton

As recomendações literárias de Smith têm crescido desde que esta lista foi divulgada, em 2011. No início do ano passado, uma jornalista da Elle perguntou-lhe que livros é que ela sugeria, a que a autora respondeu: “Poderia recomendar um milhão”, respondeu. “Diria para se ler qualquer coisa de Roberto Bolaño. Reler todos os grandes clássico. Ler “The Scarlet Letter”, ler Moby Dick, ler Haruki Murakami. Mas “2666” de Roberto Bolaño é a primeira obra-prima do século XXI.

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