O que distingue uma boa de uma má montagem num filme?

18 MARÇO, 2016 -

A montagem é extremamente importante tanto na construção, como por consequência, no resultado final de um filme. É a espinha dorsal que guia o compasso do olhar do espectador. O corte e cola que dita o ritmo a que o espectador pensa/sente cada plano.

Porém, o que distingue uma boa montagem de uma má montagem?

Quer o filme seja mudo, ou sonoro, a montagem continua a ser o atributo mais cinematográfico. Quando se fala de montagem, não se fala de quantidade de cortes, mas do pensamento, do pensamento cinematográfico. A construção de um filme prolonga-se até ao último momento… ”, frase de Manoel de Oliveira, um dos mais conceituados realizadores portugueses, no livro Conversas com Manoel de Oliveira de Antoine de Baecque e Jacques Parsi.

No vídeo que te trazemos, criado por Tope Ogundare para o site Fandor, podes ver 10 das principais pessoas que souberam usar a montagem de uma forma exímia.
A categoria de Melhor Montagem, nos Óscares, costuma reconhecer importantes profissionais do sexo feminino. A primeira mulher vencedora da estatueta foi Anne Bauchens (1882–1967), com o filme  North West Mounted Police (1940). Desde então, 13 mulheres receberam o Óscar deMelhor Montagem, incluindo Verna Fields (1918–1982) por Jaws (1975),Marcia Lucas por Star Wars (1977), Claire Simpson, por Platoon (1986) eThelma Schoonmaker, braço direito de Martin Scorsese, com os filmesRaging Bull (1980), The Aviator (2004) e The Departed (2006). Já este ano, na última gala dos Óscares, vimos Margaret Sixel ganhar o Óscar, na mesma categoria, por Mad Max (2015).

Para além de Fields e Schoonmaker, o vídeo que vos trazemos também homenageia o trabalho de Dede Allen (1923–2010), pela frenética troca de olhares e intensidade na troca de tiros em Bonnie and Clyde (1967), Anne V. Coates em Lawrence of Arabia (1962); Lisa Fruchtman em Apocalypse Now (1979); a câmara lenta e o dinamismo de Françoise Bonnot em Z(1969) e mais tarde em Le locataire (1976), de Roman Polanski; Jasmine Chasney em Hiroshima Meu Amor (1959); Cécile Decugis, que trabalhou com Jean-Luc Godard e François Truffaut na Nouvelle Vague; Sally Menke (1953–2010), que costumava trabalhar com Quentin Tarantino e Mary Sweeney, nas suas cenas oníricas com David Lynch.

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