O existencialista Jean-Paul Sartre

20 JUNHO, 2016 -

A 21 de Junho de 1905 nascia em Paris, Jean-Paul Sartre, uma das mentes mais apaixonantes do século XX. Envolvido no movimento existencialista filosófico viria a tornar-se num dos pensadores mais influentes e revolucionários da existência e essência humana.

Jean-Paul Charles Aymard Sartre nasceu na cidade de Paris a 21 de Junho de 1905. Desperta o interesse para a Filosofia com leituras de autores como Henry Bergson, Friedrich Nietzsche, Emmanuel Kant e René Descartes. No ano de 1928, é reprovado no seu exame final de aprovação a Filosofia na Universidade de Sorbonne e começa a preparação para o exame do ano seguinte, e é nessa altura que conhece Simone de Beauvoir, também ela estudante de Filosofia na mesma Universidade e que viria a tornar-se sua companheira de vida a nível pessoal e intelectual. No ano de 1929 é aprovado pelo júri de Agrégation no exame de Filosofia e é classificado em primeiro lugar, seguido de Simone de Beauvoir, em segundo lugar.
Em conjunto com Soren Kierkegaard, Martin Heidegger, Karl Jaspers, Edmund Husserl e Friedrich Nietzsche, Jean-Paul Sartre desenvolvem um pensamento filosófico revolucionário no século XX, o movimento filosófico existencialista, que como haverá postulado Sartre «A existência precede e governa a essência.». Isto é, nascer dá-nos a existência, contudo não nos atribui a nossa essência, ou seja, não nos torna aquilo que somos de fato.
O pensamento existencialista de Sartre afirma que a nossa existência não nos atribuiu uma essência, uma vez que esta última é adquiria empiricamente. O existencialismo sartriano parte da influência da obra «Ser e Tempo» de Martin Heidegger e foca-se em explicitar que o Homem existe e só mais tarde se define essência, enquanto todas as outras coisas são aquilo que são, sem se definir. No seu pensamento existencialista, Sartre nomeia dois conceitos: «em-si»: de origem hegeliana, que define qualquer objeto existente no mundo e que não é nada mais do que daquilo que é, e também o «para-si»: não tem uma essência definida, contudo necessita de existir na sua existência para que se possa definir essência.
Deste modo, o existencialismo de Sartre afirma que somos existência, mas apenas adquirimos a essência com a nossa definição, que adquirimos ao longo do tempo e com a experiência, isto é, a essência humana nunca precede a existência. O ser humano é antes existência e define-se essência, isto é, aquilo que é, depois de existir, não sendo essência a priori.
Jean-Paul Sartre faleceu em Paris a 15 de Abril de 1980. O filósofo viria a ser sepultado no cemitério de Montparnasse, em Paris. Simone de Beauvoir, após o seu falecimento a 14 de Abril de 1986, viria a ser sepultada no mesmo túmulo.

Deixamos-te aqui um documentário sobre Jean-Paul Sartre:

Texto de Joana Sousa

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