‘Nosferatu’ viaja do Expressionismo Alemão em direção à Casa da Música

11 FEVEREIRO, 2017 -

A Sala Suggia vai receber no dia 14 de fevereiro um cine-concerto de uma das maiores obras do Expressionismo Alemão, sendo esta “Nosferatu” de Friedrich Wilhelm Murnau. Pela direção musical de Brad Lubman, a banda sonora da autoria de Michael Obst surge como alternativa àquela que foi composta por Hans Erdmann para a estreia do filme, em 1922, e cuja partitura foi parcialmente perdida. Esta não é a primeira banda sonora composta por Michael Obst para um filme mudo – em 1993 compôs para outro filme célebre do Expressionismo Alemão em “Doutor Mabuse“, de Fritz Lang.

A adaptação do “Conde Drácula” de Bram Stoker pelos olhos de Murnau estreou no pós-Primeira Guerra Mundial e reflete “um significado metafísico, em que a vitória da luz sobre as trevas representa uma ascensão a um plano espiritual superior (o sublime), em que o nosso ser, depois de aterrorizado e ameaçado de aniquilação, encontra um estado em que “já não tem medo, sabendo que o nosso destino espiritual é invencível”, como se “a alma subisse, de novo, em direcção à luz” “, de acordo com o filósofo Gilles Deleuze, citado no Programa de Sala do espetáculo.

Projectado num grande ecrã, o filme cujo subtítulo é “Uma Sinfonia de Horror” vai ser acompanhado ao vivo pelo Remix Ensemble e tem início às 19:30 e a duração de uma hora e meia. Os bilhetes ainda podem ser adquiridos na página oficial do evento.

Artigo de: Carolina Franco

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