Nobel da Literatura Vargas Llosa considera a democracia o ‘melhor sistema’ e traça os perigos

7 OUTUBRO, 2016 -

O prémio nobel da Literatura Vargas Llosa considera que a democracia é o melhor sistema, que está de “boa saúde” mas que também tem perigos de retrocesso e ameaças como a demagogia, corrupção ou a desigualdade.

E como perigos de retrocesso o escritor dá o exemplo da Grã-Bretanha, uma democracia saudável que cedeu à demagogia, “a um modelo chauvinista e xenófobo” quando do referendo para a saída da União Europeia.

Mario Vargas Llosa, o escritor peruano que foi prémio Nobel da Literatura em 2010, falava hoje em Lisboa no encerramento de uma conferência organizada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, que trouxe à capital pensadores e politólogos para oito conferências sobre o tema “Que Democracia?“.

Foi dela que o escritor falou durante quase uma hora, afirmando que todos os sistemas que a combateram, o mais “sério” o comunismo, acabaram por desaparecer, porque nenhum contribuiu tanto como a democracia para diminuir as violências.

Do comunismo, acrescentou para uma sala cheia, subsistem regimes anacrónicos, como o de Cuba ou da Coreia do Sul. E se o comunismo já não é o inimigo há outro, hoje o “inimigo principal, a gangrena“, que é a corrupção.

Texto de Lusa

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