Nicholas Sparks: “Aprendi a verdade sobre o luto da pior maneira”

23 OUTUBRO, 2017 -

Nicholas Sparks é um fenómeno de vendas mundial. Conversámos com o escritor em Lisboa, cidade a que já não é estranho.

A sessão de autógrafos no Picadeiro Real, antigo Museu dos Coches, em Lisboa, estava marcada para as 17h00 de sábado passado. A essa hora já a fila dava a volta ao quarteirão. Certo que a tarde, à imagem dos últimos dias, estava mais do que amena. Um final de tarde de outono perfeito, famílias felizes e expectantes, muitos sorrisos ao longo da extensa mas ordeira fila, composta essencialmente por mulheres de todas as idades – um cenário que bem poderia ter sido descrito num dos livros de Nicholas Sparks. E, quase sem atrasos, a ordeira fila ordeiramente entrou, enchendo primeiro o piso térreo – onde durante décadas esteve exposta a coleção de coches do Museu –, e depois, por falta de espaço, as galerias. O alvo da excitação, comedida e educada, entraria no pequeno palco ao lado da apresentadora Fátima Lopes minutos depois para arrancar de imediato um longo aplauso à multidão.

Nicholas Sparks já leva vinte anos disto e isso é transparente na forma lida com estes banhos de gente. Até porque há duas décadas estreou-se logo com uma bomba de vendas – “The Notebook” (em Portugal, “O Diário da Nossa Paixão”) –, ainda hoje tido como um dos seus títulos mais populares. Antes disso, já tinha escrito dois livros que ficaram na gaveta: o primeiro aos 19, o segundo aos 22 anos.

Depois do primeiro bestseller a história repetiu-se anualmente, com o escritor a lançar 21 livros nos últimos 21 anos. A métrica que impôs a si próprio é simples: passa seis meses a escrever e os seis seguintes a promover a obra e a alinhavar a próxima. E nesta roda de hamster – o animal mais mencionado no último livro – continua a pedalar com a mesma cadência que já o transformou em multimilionário.

Mas não importa o quão famoso se tenha tornado, ou quantos livros já tenha vendido – as últimas estimativas apontam para 108 milhões –, o norte-americano está e sempre esteve bem ciente de que são os fãs os principais culpados deste sucesso que já fez com que as suas obras estejam traduzidas em mais de cinquenta línguas. E foi a eles que dedicou o último livro, “Só Nós Dois” (Ed. Asa), que o trouxe a Lisboa.

Mais um que deverá, em breve, ser adaptado ao grande ecrã, já que pelo caminho onze das suas histórias chegaram às salas de cinema, tornando-se também êxitos imediatos protagonizados por caras bem conhecidas de Hollywood, como Kevin Costner, Rachel Adams, Ryan Gosling, Amanda Seyfried ou Channing Tatum. Em Los Angeles, o próprio Nicholas Sparks, que também é dono de uma produtora, já cravou uma estrela no passeio da fama, onde foram cunhadas as palavras “autor e filantropo”.

Sparks é uma máquina de vendas infernal. Sabe que não basta contar uma história – as suas têm sempre o amor como linha condutora – e não tem problemas em admiti-lo. E é por não descurar a força do marketing que livro após livro – todos os seus livros são bestsellers do New York Times – continua a reservar parte do seu ano na promoção, que considera quase tão importante como o ato de escrever em si. Por isso, voltou a Portugal, um mercado que o adora, para promover o seu último livro.

Assim, voltamos ao sítio e à hora em que começámos: sábado à tarde e um Picadeiro Real cheio de gente – fãs, verdadeiros fãs, não curiosos. Afinal, trata-se do escritor estrangeiro que mais vende no país. Popularidade atestada pela dimensão da fila – em que não era raro encontrar casais com bebés ao colo.

Primeiro, ainda antes de se sentar, saca do iphone 7 – gosta de tecnologia, mas reconhece que não é “ávido como o típico miúdo de doze anos” – e tira uma fotografia à sala repleta. Mais palmas, uma cena à rockstar. “Sou um tipo normal”, começa por responder, arrancando mais aplausos, antes de conversar por largos minutos com Fátima Lopes. Seguiram-se duas horas e meia de autógrafos, em que ‘apenas’ assinou dois livros por pessoa: houve gente que levava malas de trolley com a sua obra inteira.

E foi exatamente por essa rejeição da fama que começámos a entrevista que deu ao i, no Pestana Palace Hotel, em Alcântara, um dia depois do fenómeno que presenciámos na eterna casa dos coches.

Ontem, durante a sessão de autógrafos, afirmou que não se sentia famoso. Na fila, uma senhora comentava que tinha escolhido como tema do seu casamento Nicholas Sparks…

Admito que o meu nome é conhecido para os leitores e para as pessoas que seguem o meu trabalho, talvez para as pessoas que veem os filmes e pelas que vão a livrarias. Claro, admito isso. Mas não me sinto famoso. A maioria dos meus dias são passados onde vivo (New Bern, Carolina do Norte, onde saio tranquilamente à rua. Sou um escritor que quer escrever páginas tão bem quanto consiga, mas não sou um autor famoso, embora admita que há uma pequena parcela de pessoas no mundo que me conhece.

Uma pequena parcela que comprou mais de 100 milhões de livros?

(Ri-se)

Lembra-se da primeira entrevista que deu?

Não, sei que foi sobre “O Diário da Nossa Paixão”, mas não me recordo. Tenho a certeza de que estava nervoso.

Mas rapidamente se tornou numa tarefa quase diária.

Na verdade, só dou entrevistas quando estou na tour de um livro.

Vê isto como parte do trabalho?

Claro. Acho que é extremamente importante. Escrevo histórias com esperança de que muitas pessoas as venham a ler e é parte do meu trabalho fazer com que as pessoas saibam que os livros já estão por aí, para depois fazerem a escolha de de os ler ou não. E claro que nos eventos como os de ontem à tarde é sempre uma boa oportunidade para agradecer aos leitores.

Escreveu o “Diário da Nossa Paixão” quanto tinha 28 anos, está com 51. Acha que se criasse as personagens Allie e Noah hoje teriam a mesma essência?

Acho que sim, seriam as mesmas. No fim de contas, estou sempre a tentar encontrar personagens que pareçam autênticas, honestas, universais, originais. E ainda uso hoje as mesmas regras quando crio uma personagem.

Que são?

Essas mesmas. Quero sempre uma história e personagens que sejam interessantes, originais e universais. E é muito fácil fazer duas dessas três coisas. É fácil fazer original e interessante e inventar um Hannibal Lecter, ou um super herói da Marvel. Mas essas pessoas não são universais, as pessoas sentem que não conhecem verdadeiramente ninguém como eles. Por isso, é muito desafiante cumprir esses três requisitos em simultâneo e tento sempre os três em qualquer aspeto em relação ao personagem, desde o local onde está, ao seu trabalho e como pensa. Também faço isso em relação ao enredo como um todo e ao tema do livro.

Já respondeu que as personagens de “O Diário da Nossa Paixão” seriam iguais. E o Nicholas, qual é a grande diferença que sente dos 28 para os 51?

Penso que a maior diferença é que aos 28 estava num processo de perceber se conseguia escrever romances que chegassem ao número um e que fossem vendidos pelo mundo. E agora sei que sou capaz. Talvez seja essa a maior diferença.

Parece que passou uma eternidade desde então ou que foi ontem?

Os dois. Tenho uma ótima memória, por isso consigo lembrar-me da maioria dos meus dias se pensar neles. Se me esforçar consigo lembrar-me do que comi num almoço há doze anos. Não sei porquê (ri-se). É uma espécie de truque de magia. Por isso é um bocadinho os dois, parece que passou uma vida cheia mas também parece que o tempo corre mais rápido à medida que vou envelhecendo.

Diz que se sente agradecido e abençoado. Acredita que o facto de ter boa memória o ajuda a manter esse estado de espírito?

Acho que sim, concordo com com essa afirmação. Mas também há o lado negativo – lembrar-me sempre também das coisas más.

Teve sempre a ambição de escrever não apenas livros, mas bestsellers?

O meu propósito foi sempre escrever livros que poderiam ser bestsellers. Sempre quis perceber se conseguia escrever uma história da qual muitas pessoas desfrutassem.

Porquê essa necessidade, a de não escrever apenas, mas escrever pensando em vender muito?

Quando dei à escrita uma hipótese verdadeira, tinha 28. Nos meus dois primeiros romances, o objetivo era mais perceber se os conseguia terminar e não necessariamente torná-los fantásticos. Quando percebi que conseguia fazê-lo e me sentei para escrever “O Diário da Nossa Paixão”, aí o meu objetivo já era escrever o melhor romance que conseguisse.

Demorou quanto tempo?

Cerca de seis meses.

O que demora mais ou menos agora a escrever.

Sim. E quando começo um livro já tenho quase sempre, regra geral, ideia de quantas páginas vou escrever. Depois passo uns tempos a editar, uns meses a promover o livro, uns meses a pensar no próximo e passa-se um ano. Aí recomeço tudo.

Quando começou a escrever já era “um campeão mundial da procrastinação”, como se auto apelidou ontem no Picadeiro Real?

(ri-se) Sim. Mas mesmo tendo dito isso, tenho a tendência a ser eficiente e tenho uma vida muito cheia. Para mim, a procrastinação faz parte do processo de escrita.

Ontem disse que o processo de escrito era doloroso e algo de que não gostava. Fez um paralelismo, comparando essa parte do trabalho como os treinos para um jogador de futebol. Os desportistas sentem muitos danos colaterais. Quais são os seus?

O meu ponto era… Bem, escrever é fácil. Escrever bem não. É muito desafiador e pode ser difícil emocionalmente, tanto quando se sabe o que escrever como quando não se sabe. E essa pode ser uma posição muito desconfortável para se estar quando escrever é o que se faz para ganhar a vida, quando há expectativas dos leitores e minhas. Há razões científicas para isso. O nosso cérebro gosta de padrões. Vou dar um exemplo: quando perdemos as chaves dentro de um apartamento, o primeiro lugar onde vamos procurar é na carteira, ou na bancada da cozinha ou na cómoda do quarto, porque esses são os três sítios onde as pomos sempre. E vamos aos três sítios e as chaves não estão lá. O que fazemos de seguida? Voltamos a procurar nos três e em mais um ou dois locais, lá está, porque o nosso cérebro gosta de padrões. Ora, eu escrevo livros sem padrões e isso é muito desafiante, é como fazer as palavras cruzadas do New York Times se não estivermos habituados a fazê-lo. O cérebro não gosta de ser obrigado a ir à procura.

Foi aprendendo à medida que ia escrevendo?

Já sabia isto muito antes.

Já escrevia na escola?

Fui um ótimo aluno, muito bom, mas não era melhor em inglês do que em qualquer outra disciplina e não fiz nada ligado à escrita criativa mesmo durante os meus anos como universitário. Não tive aulas nenhumas.

Isso não é o percurso mais comum – a maioria dos autores sempre quis escrever um livro. Como é que isso aconteceu do nada, tinha vinte e tal anos e lembrou-se?

Adoro histórias. Adoro. Adoro lê-las, adoro vê-las na televisão e em filmes. E quando tinha 19 perguntei-me se conseguiria, por acaso, inventar e escrever uma boa história. Gosto de desafios.

E é muito determinado.

Sou, muitíssimo.

Mencionou que gosta muito de ler, característica que é sublinhada nas suas biografias. É verdade que lê cerca de 125 livros por ano?

Sim, por aí.

O que está a ler agora?

Owen Caine, que escreveu um livro com com o pai, chamado “Sleeping Beauty”, em que todas as mulheres do mundo adormecem (risos). É bom, estou a gostar, o que aconteceria a todos os homens do mundo se as mulheres adormecessem?

Já leu algum autor português?

Saramago é português? Então sim. Não me recordo do nome do livro, teria de ver na minha prateleira.

Falávamos há instantes da comparação que fez entre a escrita e a vida de um desportista. Eles reformam-se cedo. Pensa nisso?

É diferente, o corpo desgasta-se mais rápido do que a mente, é a natureza. Eventualmente poderei reformar-me, talvez não o faça. Não sei mesmo.

Mas já pensou em abrandar ou escrever com deadlines diferentes?

Sim, tenho deadlines diferentes nos contratos, mas não sei o que vai acontecer na realidade. Tenho que fazer alguma coisa! Quer dizer, toda a gente trabalha, não poderia ficar por aí sem fazer nada.

Por que não? Gosta de viajar.

Gosto, muito, mas teria que ir com alguém e se toda a gente estiver a trabalhar com quem iria, sozinho? Imagino que poderia fazer isso, mas é a tal história: um por do sol é lindo, mas é ainda mais memorável e especial quando partilhado com alguém.

Quando não está a partilhar esses momentos, como é o seu dia a dia? Gosta de cozinhar, passear com os cães?

Gosto das duas coisas. E gosto de ler e de fazer exercício. E depois tenho sempre paixões a curto prazo desde que me lembro, desde estar mesmo numa de desporto para depois dedicar-me por inteiro a investimentos, ou a construir uma casa de sonho, ou a coaching. Sempre tive estas paixões que vão mudando, coisas que duram quatro, cinco ou seis anos e das quais gosto mesmo muito quando estou dedicado a elas.

A que está dedicado agora?

Desenhar joias.

A sério?

Sim! Estou a trabalhar com um designer, tem sido muito divertido.

Quando pensou nisso?

Já nem sei, para aí há um ano. Estamos a fazer os pares de brincos mais incríveis que já foram feitos, tão raros e bonitos. Na verdade um dos pares irá para o Museu de História Natural de Los Angeles em dezembro, onde estará em exposição por três meses e os outros irão para o Smithsonian onde estarão temporariamente expostos.

No meio dessas paixões continua a escrever – nomeadamente este livro que o trouxe cá. “Só Nós Dois” fala da infância de uma menina e das memórias que o pai quer construir para ela. Alguma dessas memórias é sua?

A maioria são memórias que tenho com os meus filhos [Sparks tem cinco filhos da ex-mulher, com quem teve casado 25 anos]. O que o Russ, o pai, sente foram coisas que passei com a maioria dos meus filhos, como o medo da paternidade. O nascimento do meu primeiro filho foi basicamente como descrevi no livro, ou estar aborrecido a brincar às Barbies. Há uma memória particular. Lembro-me de uma vez estar aborrecido e sair para levar as minhas filhas para ver um filme, elas teriam uns cinco anos, mas chegámos lá uma hora mais cedo. Era um daqueles anfiteatros antiquados, e nessa altura estavam a tocar música dos anos 50. E não estava lá ninguém. Então eu e as minhas filhas dançámos por 45 minutos, só nós os três. E pus isso no livro, ele também dança com a filha.

Também comprou hamsters para os seus filhos?

Oh sim! E procurei hamsters perdidos, montei as gaiolas, limpei-as, essas coisas todas (ri-se).

Neste livro também fala muito da forma como os adultos tentam encher os filhos de atividades. Acha que isso está a começar a mudar novamente, que os pais já têm a noção de que o demais é demais?

É difícil dizer. Acho que não tenho informação suficiente sobre pais com miúdos mais novos neste momento. A maioria dos meus amigos já tem filhos crescidos, por isso não sei mesmo.

Algum dos seus filhos já ficou chateado consigo por ter usado algo que se tenha passado com ele ou ela num dos seus livros?

Não, nunca ficaram zangados. Eles sabem o que faço, leem os livros, veem os filmes, gostam das histórias e fazem-me geralmente as mesmas questões que os leitores me fazem, do género, “mas por que é que eles estão tão tristes”, esse tipo de coisas. Mas isso é bom porque significa que eles se perdem na história.

Consegue escolher entre os livros e os filmes?

Sou um autor. Adoro um bom livro. Adoro filmes. Fazem os dois sentido tendo em conta o meu desejo de ser um contador de histórias. Estou muito contente com a adaptação dos livros ao cinema, acho que fizeram um trabalho fantástico a capturar os elementos principais da história que escrevi e transformá-las num meio completamente diferente, e até a introduzir mais pessoas à história. Por isso não tenho preferência.

O que considera essencial num filme?

Posso dizer-lhe o que digo às pessoas com quem trabalho. Um filme é um meio muito diferente dos livros. Um livro é uma história contada por palavras, um filme é uma história contada em imagens e algumas coisas que funcionam lindamente nos livros não funcionam de todo nos filmes. Por exemplo, a introspeção, uma característica que nos leva a conhecer a personagem nos livros, os seus pensamentos e coisas assim. Não se pode filmar alguém a pensar, simplesmente não funciona. Mas também acontece o oposto: há coisas que funcionam muito melhor nos filmes do que nos livros – qualquer coisa com ação, coisas a explodir, uma corrida de carros pela rua abaixo. Qualquer coisa com uma emoção muito violenta, seja paixão ou raiva, também resulta melhor num filme. E depois um livro tem 400 páginas, enquanto um guião tem 100. Por isso, com isso em mente, digo sempre às pessoas para capturarem o espírito e a intenção da história e dos personagens para conseguirmos fazer o melhor filme que possamos. Essas são as minhas regras quando adaptamos um livro ao cinema. Por vezes algumas pessoas ficam chateadas porque o filme não é exatamente como o livro. Por exemplo, em “Message in a Bottle”, através da introspeção do livro, sabíamos que Gareth, a personagem de Kevin Costner, está a passar um momento difícil a tentar esquecer a mulher depois dela ter morrido. Para conseguirmos contar isso no filme, introduzimos cenas com a família dela, que não aparecem sequer no livro, e são eles que mostram essa tensão e esse momento difícil aos espetadores. Fizemos de maneira diferente mas com o intuito de manter o espírito da história. Por isso, os detalhes mudam.

Os atores dizem que, por vezes, é difícil separem-se da personagem que interpretaram. Também é difícil para si deixar os personagens que criou? Já disse que no caso deste último livro de que falou não foi, porque estava tão cansado que só queria acabar.

Sim, neste caso só queria mesmo terminar e pronto. E é isso que acontece a maioria das vezes – quando acabo um livro, está feito e pronto. Está terminado, tivemos uma relação durante seis ou sete meses todos os dias, nove horas por dia, tornou a minha vida muito desafiante, ele que vá embora por um período que eu hei de voltar e podemos ser amigos outra vez. Mas primeiro, preciso de uma pausa (ri-se).

No livro, uma das personagens morre de cancro, algo que o Nicholas viveu quando perdeu a sua irmã para esta doença. O que aprendeu sobre luto que pode partilhar com as pessoas que estão nesse processo?

Toda a gente deve lembrar-se que, quando estão a sofrer, essa viagem é vossa, só vossa, e como lidam com isso depende de vocês. E por isso quero dizer que se sentem que querem chorar, chorem, se sentem que querem sair e fazer alguma coisa para ficar ocupados, façam-no. Essa é a aprendizagem número um. A segunda é a de que passagem do tempo é a única coisa que vai fazer a dor diminuir. Essa é a verdade sobre o luto, que aprendi da pior maneira.

Entrevista de Mariana Madrinha / Parceria jornal i
Fotografia de Miguel Silva

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