Namari: O indie rock transmontano com sotaque brasileiro

7 OUTUBRO, 2016 -

Após uma pequena visita de estudo até Coimbra (podes ver aqui), a Porta 253 regressou às sessões de música gravadas na casa-mãe – a cidade de Braga -, desta vez com os Namari  na Casa dos Crivos, durante a abertura de uma exposição Encontros da Imagem.

Se para a Porta 253 esta sessão foi um regresso a um lugar conhecido, para os Namari foi mais uma etapa de descoberta e expansão.

A banda surgiu em 2013, inicialmente como um duo composto por Mariane Reis, na voz, e Bernardo Silva, na guitarra, sob a forma de um canal do Youtube. O mesmo contemplava covers e alguns originais, sempre com um tom alegre que ainda hoje se destaca na sua música,  juntamente, claro, com o sotaque brasileiro da vocalista.

Desde aí, os Namari têm vindo a crescer crescer,  seja em termos musicais (procurando passar da  internet para os palcos e estúdio), mas também em termos literais, com a adição de Vasco Machado, na guitarra, Sérgio Salgueiro, no baixo, e  Ricardo Pereira na bateria. Apesar de divididos entre o Porto e a Covilhã, os elementos do grupo encontram a sua base de operações na vila de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança.

Hoje, o som dos Namari tem mais dimensão, sem que perca uma certa simplicidade;  a pronúncia transatlântica faz com que imediatamente venham à mente bandas como a Banda do Mar ou A Banda Mais Bonita da Cidade, ainda que o modo de escrita das canções seja português de gema, lembrando um pouco Os Azeitonas ou António Zambujo.

Talvez essa seja a grande mais-valia deste grupo: uma lusofonia bem cativante, que junta o ritmo do português do Brasil às expressões do português de Portugal .

Se quisermos simplificar, comparar e tentar ter piada, imaginem um Roberto Leal no feminino, acompanhado por uma banda Indie Rock. Ou  então, melhor ainda, vejam com os próprios olhos e escutem com os vossos próprios ouvidos o vídeo da atuação dos Namari na Porta 253, onde interpretaram cinco temas originais: “Lua Nossa Rua”, “Epitáfio”, “Bolacha Maria”, “Suspiro” e “Preguiça”.

Se quiserem saber mais sobre os Namari, aguardem pela entrevista feita pela Porta 253 (a sair brevemente) ou visitem o seu canal do Youtube  e a sua página do Facebook porque eles continuam a “namariar” por aí.

 

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