Michael Moore elogia política portuguesa sobre drogas no seu novo filme

16 JUNHO, 2016 -

O realizador Michael Moore apresenta Portugal como um exemplo a seguir pelos EUA, no que diz respeito à descriminalização do consumo de drogas, no filme que hoje chega às salas portuguesas de cinema, “E agora invadimos o quê?”.

Com argumento e realização do documentarista norte-americano, autor de “Fahrenheit 9/11” e “Bowling for Columbine”, “E Agora Invadimos o Quê?” é uma sátira, que assume os Estados Unidos como invasor permanente, mas agora na procura de políticas internacionais que, segundo o autor, deveriam ser importadas pelos norte-americanos.

O documentarista chama-lhe invasões amigáveis, anexações para salvar os Estados Unidos e, de cada vez que encontra algo de bom, coloca uma bandeira norte-americana em solo estrangeiro e pede licença para copiar a ideia no seu país.

Michael Moore visita assim vários países, com o objetivo de ‘capturar’ os seus melhores sistemas.

O realizador diz que os americanos deviam “invadir” a França e importar o modelo de refeições saudáveis aplicado nas suas cantinas escolares, deviam ocupar a Finlândia e copiar o fim dos trabalhos de casa e, de Portugal, defende que deviam levar a política de descriminalização de drogas, aprovada em 2001.

Em Portugal ninguém é preso por consumir drogas ou por ter na sua posse uma quantidade considerada para consumo próprio e esta mudança legislativa não provocou um aumento de consumo de substâncias, adianta.

Vencedor de um Óscar de Melhor Documentário, por “Bowling for Columbine”, Michael Moore aplaude ainda as várias medidas que foram introduzidas neste campo, como a troca de seringas ou os gabinetes de apoio à prevenção.

Moore esteve em Portugal em maio de 2014 para as filmagens da parte portuguesa de “E agora invadimos o quê?” (“Where to Invade Next”, no original), tendo assistido à manifestação do 1.º de Maio da CGTP, na alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa.

Texto Lusa

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