Mais de 300 mil refugiados atravessaram o Mediterrâneo em 2016

20 SETEMBRO, 2016 -

Mais de 300.000 migrantes atravessaram o Mediterrâneo para chegar à Europa em 2016, contra 520.000 nos primeiros nove meses de 2015, informou hoje o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

O número de refugiados e migrantes que chegaram às costas europeias ultrapassou a barreira dos 300.000 hoje“, disse um porta-voz do ACNUR, William Spindler, numa conferência de imprensa em Genebra.

Apesar de menos pessoas tentarem atravessar o perigoso mar, o número de mortes aumentou e 2016 deverá ser “o ano mais mortífero de que há registo no Mar Mediterrâneo“, disse.

Desde o início de 2016, 3.211 migrantes morreram ou desapareceram no Mediterrâneo, apenas menos 15 por cento que o número total de mortes registado em todo o ano de 2015 (3.771), segundo um comunicado daquela agência.

Os padrões de chegadas à Grécia e Itália, que recebem a grande maioria dos migrantes, também se alteraram em 2016.

As chegadas a Itália em 2016 — 130.411 — são comparáveis às do mesmo período de 2015 — 132.000, mas a Grécia registou uma quebra de 57%, sobretudo após o acordo de março entre a União Europeia (UE) e a Turquia.

Quase metade (48%) dos migrantes que chegaram em 2016 à Grécia eram sírios, um quarto (25%) afegãos e os restantes iraquianos (15%), paquistaneses (4%) e iranianos (3%), segundo o ACNUR.

A Itália chegaram sobretudo migrantes da Nigéria (20%), Eritreia (12%), Gâmbia (7%), Guiné-Conacri (7%), Sudão (7%) e Costa do Marfim (7%).

Relativamente ao plano de recolocação de migrantes, adotado em setembro de 2015 para distribuir 160.000 refugiados chegados à Grécia e Itália pelos restantes Estados-membros da UE, apenas 5.000 pessoas foram recolocadas, lamentou o ACNUR.

Texto de Lusa

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