João Botelho, Ivo M. Ferreira e Pedro Magano no festival Caminhos

7 NOVEMBRO, 2016 -

O festival Caminhos, dedicado ao cinema português, decorre entre os dias 19 e 26, em Coimbra, e apresenta em competição filmes dos realizadores Ivo M. Ferreira, João Botelho, Pedro Magano e Rita Azevedo Gomes, entre outros.

O festival, que procura ser uma ‘montra’ de todo o cinema português, conta com mais de 50 filmes na secção principal de competição, entre curtas, animação e longas-metragens, numa edição marcada pela deslocalização da seleção Ensaios (dedicada a filmes feitos em contexto escolar) para Leiria.

Pelo Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) e Mosteiro de Santa Clara-a-Nova vão passar filmes premiados internacionalmente, mas também obras que terão no âmbito do festival a sua primeira projeção em território nacional, informou a organização.

No Caminhos, vai ser exibido o documentário ‘A um Mar de Distância’, do realizador Pedro Magano (vencedor do Grande Prémio de 2015), que aborda os portugueses que morreram na pesca do bacalhau durante o Estado Novo, ‘Eldorado’, que retrata a emigração portuguesa para o Luxemburgo, ou ‘Cartas de Guerra’, de Ivo M. Ferreira, que aborda a Guerra Colonial a partir da correspondência entre o escritor António Lobo Antunes e a sua primeira mulher, Maria José, quando esteve destacado em Angola.

O documentário ‘Cruzeiro Seixas – As Cartas de Rei Artur’, da realizadora Cláudia Rita Oliveira, ‘Jogo de Damas’, de Patrícia Sequeira, ‘Uma vida à Espera’, de Sérgio Graciano ou ‘John From’, de João Nicolau que se debruça sobre a adolescência são outras das longas-metragens que vão passar pelo festival.

No evento, é ainda exibido ‘O Cinema, Manoel de Oliveira e Eu’, de João Botelho, bem como o filme de Manoel de Oliveira ‘Visita ou Memórias e Confissões’, lançado postumamente e que está fora da competição.

O Caminhos arranca no dia 19, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, com a exibição da comédia romântica ‘Refrigerantes e Canções de Amor’, com realização de Luís Galvão Teles e argumento de Nuno Markl.

Com exceção do arranque, todos os restantes filmes são exibidos em sessões no TAGV, às 15:00, 17:00 e 21:45, exibindo sempre curtas e animações em competição antes da longa-metragem.

‘É uma forma de as curtas e animações terem mais visibilidade’, explica a coordenadora da programação do evento, Vanessa Fernandes, sublinhando que houve cerca de 200 filmes que se candidataram à seleção Caminhos.

No último dia do evento, a 26, é exibida no TAGV a curta ‘Balada de um Batráquio’, de Leonor Teles, que arrecadou o Urso de Ouro, em Berlim, bem como o filme de Rita Azevedo Gomes ‘Correspondências’, criado a partir das cartas entre Jorge de Sena e Sophia de Mello Breyner Andresen.

A 22.ª edição do festival sofre uma descentralização da seleção Ensaios, que vai decorrer em Leiria, no Teatro Miguel Franco e no Museu da Imagem em Movimento, disse à agência Lusa o diretor do festival, Victor Ferreira.

Para além disso, em Leiria serão ainda replicadas as sessões dedicadas ao público infantojuvenil e sénior, acrescentou.

Enquanto em Coimbra a organização terá alguns custos com a cedência do TAGV, já em Leiria foi feita a cedência dos espaços de programação a título gratuito e assegurado apoio nos transportes por parte da Câmara daquele concelho, constatou.

Neste momento, a Câmara de Coimbra atribui “cinco mil euros mais apoio logístico”, referiu Victor Ferreira, considerando que a cidade tem de fazer ‘uma aposta num conjunto de eventos que considera prioritários’, nomeadamente no festival Caminhos.

Texto de Lusa

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