Já se conhece a programação do Doclisboa’17

20 SETEMBRO, 2017 -

A direcção do Doclisboa ’17, Cíntia Gil e Davide Oberto, apresentou hoje o programa da 14ª edição. Na mesa estiveram também os parceiros do festival, Margarida Ferraz, da Culturgest; Manuel Veiga, Vereação da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa; José Manuel Costa, da Cinemateca Portuguesa; e Rita Lougares, da Museu Colecção Berardo, anunciando uma nova parceria do festival.

Na Competição Internacional apresentamos 18 filmes, 5 das quais em estreia mundial; Axel Salvatori-Sinz, John Bruce e Pawel Wojtasik, Ileana Dell’Unti, Camila Rodríguez Triana, Juliette Achard. Nesta selecção de obras, de diferentes formatos e durações, Valérie Massadian e Filipa César são as presenças portuguesas. Na Competição Portuguesa estarão Inês Oliveira, Catarina Botelho, Paulo Abreu, Margaux Dauby, Diogo Pereira, Nathalie Mansoux, João Canijo e Anabela Moreira, Silas Tiny, Ico Costa e Cristina Hanes.

Da Terra à Lua, traz os mais recentes filmes de realizadores chave do panorama documental da actualidade, fora de competição. Além dos filmes já anunciados de Wang Bing, Frederick Wiseman, Claude Lanzmann e Barbet Schroeder, destacamos Dawson City: Frozen Time, de Bill Morrison. Destacamos também An Incovenient Sequel: Truth to Power, de Bonni Cohen e Jon Shenk, sobre a luta de Al Gore pelas questões climáticas. A Mim, de Anabela Moreira, terá a estreia mundial nesta secção.

Nos Riscos, Fernand Déligny, nome maior da educação especial cujo trabalho influenciou François Truffaut em O Menino Selvagem, é alvo de um programa. De Jean Luc Godard chega-nos a cópia recentemente restaurada de Grandeur et décadence d’un petit commerce de cinémaPierre Hebért traz-nos Le Film de Bazin, ensaio sobre o filme inacabado do mentor da Nouvelle Vague André Bazin. O realizador convidado George Clark irá mostrar Sea of Clouds e A Distant Echo. Destacamos ainda Quem é Bárbara Virgínia?, de Luísa Sequeira, sobre a primeira realizadora portuguesae o regresso de Luke FowlerSharon Lockhart também integra a secção Riscos e as Passagens.

No Heart Beat destacamos o foco Andres Veiel. A propósito do seu último filme, Beuys, apresentamos três trabalhos do realizador sobre o processo artístico. Mark Kidel mostra-nos Becoming Cary Grant e Fernanda Pessoa, em As histórias que o nosso cinema (não) contava fala-nos da “pornochanchada”, género cinematográfico em voga no Brasil nos anos 70.

O Cinema de Urgência traz-nos o foco B’Tselem, o colectivo israelita formado em 1989 com o intuito de denunciar as violações dos direitos humanos perpetradas Pelo Estado Israelita sobre a Palestina.

As restantes secções Verdes Anos e Doc Alliance mantêm-se, estando o programa completo do Doclisboa’17 disponível para consultar aqui.

Este ano o Festival, que se realiza de 19 a 29 de outubro, continua a estar presente em toda a cidade, da Culturgest ao cinema São Jorge, da Cinemateca Portuguesa ao Cinema Ideal, Da Fundação Oriente ao Museu Coleção Berardo. Mais uma vez, o mundo em Outubro cabe todo em Lisboa.

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