Islândia elege Presidente da República sem currículo político

27 JUNHO, 2016 -

Gudni Th. Jóhannesson é professor de história, não tem qualquer currículo político e é visto como um homem de consensos, sóbrio e independente. Ao fim de 20 anos a Islândia tem agora um novo Presidente da República.

Jóhannesson obteve 39,1% dos votos, já em segundo lugar, entre os restantes oito candidatos, ficou Halla Tómasdóttir, com 27,9% dos votos, uma mulher de negócios também sem qualquer ligação partidária.

Jóhannesson, de 48 anos, vai assim substituir Ólafur Ragnar Grímsson, de 73 anos, que esteve no cargo durante 20 anos, um recorde no país.
Esta ano a Islândia, assim como outros países, foi abalada pelo escândalo dos Panama Papers, uma investigação jornalística relacionada com paraísos fiscais que provocou a demissão do primeiro-ministro, Sigmundur David Gunnlaugsson. No próximo mês de Outubro estão assim marcadas novas eleições legislativas.

Durante a campanha eleitoral, Gudni Th. Jóhannesson, que é um euro-céptico, assim como o maioria dos islandeses, defendeu uma revisão constitucional para permitir referendos de iniciativa popular e propôs transformar o Presidente numa figura mais simbólica do que já é.

Por fim, e comentando o resultado do referendo do Reino Unido da passada quinta-feira, que ditou a saída do Reino Unido da União Europeia, o novo Presidente islandês diz que “muda muito as coisas no bom sentido para os islandeses“.

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