Há demasiados turistas em Lisboa? ‘Temos de preparar a cidade para receber ainda mais’

7 JUNHO, 2016 -

O número de casas em Lisboa no Airbnb triplicou, desde 2014, e o actual Presidente da Câmara Municipal de Lisboa Fernando Medina explicou à Bloomberg que este crescente número “está a permitir que, pela primeira vez, muitas pessoas participem no desenvolvimento da cidade”. O autarca disse ainda: “Esta é a primeira vez que o turismo está a permitir que muitas pessoas participem no processo de desenvolvimento da cidade“.

Em 2015, o mercado europeu gerou cerca de 3 mil milhões de dólares em receitas para os proprietários das casas que fazem parte da plataforma do Airbnb, estando a cidade de Lisboa em destaque.

Para Fernando Medina “Não devemos ter medo desta nova dinâmica, não devemos ter medo do crescimento. Pelo contrário, temos de preparar a cidade para receber ainda mais turistas“. Enquanto, por exemplo, Berlim e Barcelona estão a impor restrições ao alojamento local Lisboa está a tomar medidas para simplificar o processo, sublinha a Bloomberg num artigo publicado ontem no seu site.

É de lembrar que as actuais regras em Portugal permitem que os proprietários arrendem imóveis sem limitações de dias por ano. Por exemplo, em Londres as regras não permitem que o alojamento local supere 90 noites por ano. Já na capital Holandesa, Amesterdão, o número é ainda menor: 60 noites por ano.

Tendo em conta estas regras, e com o crescimento do número de turistas que Portugal tem registado, as ofertas em Lisboa “serão críticas para o sucesso do Airbnb na Europa“, segundo a Bloomberg.

No início de Janeiro de 2014 existiam menos de 5 mil casas na capital portuguesa nesta plataforma. Já no início deste ano, e segundo dados do Airbnb, haviam cerca de 12 mil. Ou seja, nos últimos anos o número de apartamentos situados na área metropolitana de Lisboa e disponíveis na plataforma Airbnb quase triplicou.

A forte crescimento do alojamento local tem gerado uma chuva de críticas, uma vez que o número de apartamentos disponíveis, sem ser para turistas, diminuiu drasticamente e os preços subiram de forma galopante.

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Fotografia Daniel Rocha 

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