Genes apresenta EP de estreia no Lounge em Dezembro e no Porto e Casa Independente em 2017

8 DEZEMBRO, 2016 -

Genes lançou o seu EP de estreia no dia 10 de Outubro e quatro dias depois já abria para o rapper de Brooklyn, Nova Iorque Prince Harvey, no Damas Bar: “Sair do Montijo para dar concertos seja onde for é incrível, sair para dar concertos em Lisboa é um sonho!“, diz o rapper de 19 anos que na mesma noite recebe um convite do Damas Bar para editar o seu disco de estreia, de resto será o primeiro artista a gravar no incógnito estúdio do Damas Bar, um dos sítios de referência da vida noturna lisboeta.

Desde então tem apresentado as suas faixas, seja onde for e para quem for. Mas de onde vem o termo que o mesmo inventou? “Rat Rap”: “Bem, vamos por as coisas desta forma, o rato é um mamífero astuto, veloz, esperto… Mas quando te referes a uma pessoa como um “rato” em que estás a pensar? Exato! Estás-te a referir à pessoa como um ser baixo, um ser desprezível… Eu gosto de pensar que o meu rap é um equilíbrio entre ambos, embora a minha rima seja ambiciosa, como artista não passo disso mesmo, um rato. Estou nas mais baixas hierarquias e vou sempre fazer música com esse pensamento, com o intuito de fazer música para mim e para tirar tudo aquilo que tenho do meu sistema, enquanto continuar a fazê-lo pelas razões certas nunca ninguém me vai poder apontar o dedo“, explica Genes.

Mas “Genes” são malhas de rap e não são faixas comuns. O flow é veloz como esse rato, as histórias contadas em “Estou a tchilar com o cap do big bobs” ou “Divergências” retratam um rato em reabilitação… A crueza e a rima despretensiosa revelam um hip hop melódico inrotulável. Porquê não chamar a isto que Genes fez de Rap? “Eu sinto que aquilo que fiz é único, é só meu. Daí não achar justo chamar-lhe rap, rap é aquilo que muita gente faz ou tenta fazer, aquilo que eu fiz é meu e mais ninguém vai conseguir fazê-lo porque só existe um “Genes” neste mundo e para todos os casos essa pessoa sou eu“, explica Luís.

De qualquer forma Luís já deixou bem claro que isto não é um projeto de ocasião: “Eu só quero ir para o palco dizer aquilo que tenho a dizer para quem quiser ouvir. Quero deixar orgulhoso todas as pessoas que acreditaram em mim, do Damas ao Alex, do Tio Quesa até à Xita, são só algumas pessoas que me motivam a querer trabalhar mais para que isto, seja lá o que for, resulte“.

Dia 15 de Dezembro Genes apresenta o seu EP de estreia na íntegra no Lounge, onde traz convidados muito especiais: “A ideia é trazer dois rappers de Telheiras, que deve simbolizar as minhas duas únicas influências (Mike El Nite e Prof Jam), um rapper do Barreiro que simboliza a cidade do meu coração, um rapper do Montijo que simboliza a minha terra natal e o meu primo Alex que deve simbolizar a família.

Desta forma a primeira parte do concerto de Genes estará entregue ao coletivo de Telheiras Poetas XXI, de onde extraímos os rappers Risky, Moraca, Castel ou PH, que já têm vindo a lançar alguns êxitos locais em nome próprio como “Telepatia” ou “Nesta Estrada“. Do Barreiro chega-nos o rap transatlântico de Mean Will, rapper do barreiro mostra um trap de Atlanta com letras escritas em inglês que evocam ao trap rap dos States, já tendo colaborado com alguns produtores da nova escola como Shaka Lion, como se vê no single “Been Around“. Do Montijo Genes traz MP Chuck e o seu vintage gangsta rap inspirado na cena de rap de East Coast de anos 90. “Coração de Lado” é um dos melhores cartões de visitada vindos do Montijo.

Genes fará uma Cachupa Tour com Shaka Lion dia 13 de Janeiro no Plano B, Porto e dia 3 de Fevereiro na Casa Independente (Intendente) em Lisboa onde vai abrir para a rapper/modelo canadiana Tommy Genesis e haverá mais datas para confirmar em breve.

Texto de Catarina Soares
Fotografia de Vera Marmelo

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