Frederico Lourenço é o vencedor do Prémio Pessoa 2016

9 DEZEMBRO, 2016 -

Francisco Pinto Balsemão anunciou que Frederico Lourenço é o vencedor do Prémio Pessoa.

Escritor e filólogo Frederico Lourenço venceu a edição de 2016 do Prémio Pessoa, que distingue uma personalidade com intervenção relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país, foi hoje anunciado pelo júri, em Sintra.

No ano passado, foi distinguido Rui Chafes, o primeiro escultor a receber o galardão.

Frederico Lourenço, professor universitário, conhecedor das literaturas clássicas, tradutor de Homero, publicou este ano o primeiro volume da nova tradução da Bíblia Grega, “Septuaginta”, o primeiro volume de uma série de seis, com os quatro Evangelhos canónicos, de Mateus, Marcos, Lucas e João.

O Prémio Pessoa, que distingue há 30 edições uma personalidade de nacionalidade portuguesa, no valor de 60 mil euros, é uma iniciativa anual do jornal Expresso, com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos.

O júri do Prémio Pessoa 2016 foi constituído por Francisco Pinto Balsemão (presidente), António Domingues (vice-presidente), António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, Eduardo Souto de Moura, José Luís Porfírio, Maria Manuel Mota, Maria de Sousa, Mário Soares, Pedro Norton, Rui Magalhães Baião, Rui Vieira Nery e Viriato Soromenho-Marques.

O galardão é concedido anualmente “a uma pessoa de nacionalidade portuguesa que durante esse período, e na sequência de uma atividade anterior, tiver sido protagonista de uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país”, segundo o regulamento.

Lista atualizada das personalidades que venceram o Prémio Pessoa:

1987 – José Mattoso (historiador)
1988 – António Ramos Rosa (poeta)
1989 – Maria João Pires (pianista)
1990 – Menez – Maria Inês da Silva Carmona Ribeiro da Fonseca (artista plástica)
1991 – Cláudio Torres (arqueólogo)
1992 – António e Hanna Damásio (investigadores)
1993 – Fernando Gil (ensaísta)
1994 – Herberto Helder (poeta)
1995 – Vasco Graça Moura (escritor e tradutor)
1996 – João Lobo Antunes (investigador, neurocirurgião)
1997 – José Cardoso Pires (escritor)
1998 – Eduardo Souto de Moura (arquiteto)
1999 – Manuel Alegre (escritor) e José Manuel Rodrigues (fotógrafo)
2000 – Emmanuel Nunes (compositor)
2001 – João Bénard da Costa (historiador de cinema)
2002 – Manuel Sobrinho Simões (investigador)
2003 – José Joaquim Gomes Canotilho (constitucionalista)
2004 — Mário Cláudio (escritor)
2005 — Luís Miguel Cintra (ator, encenador)
2006 — António Câmara (investigador)
2007 — Irene Flunser Pimentel (historiadora)
2008 – João Luís Carrilho da Graça (arquiteto)
2009 — D. Manuel Clemente (cardeal-patriarca de Lisboa)
2010 — Maria do Carmo Fonseca (investigadora)
2011 — Eduardo Lourenço (ensaísta)
2012 — Richard Zenith (investigador)
2013 — Maria Manuel Mota (investigadora)
2014 – Henrique Leitão (historiador de ciência)
2015 – Rui Chafes (escultor)
2016 – Frederico Lourenço (escritor e filólogo)

Texto de Lusa

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