Fotojornalista Mário Cruz vai publicar livro que denuncia escravidão infantil no Senegal

7 JUNHO, 2016 -

A campanha pública de angariação de fundos para lançamento de um livro sobre crianças escravizadas no Senegal, lançada pelo fotojornalista Mário Cruz, termina na quinta-feira e faltam apenas cerca de 28 dólares para atingir o objetivo.

O fotojornalista Mário Cruz, premiado pelo World Press Photo e pela Estação Imagem, lançou a campanha pública de angariação de fundos para o projeto “Talibes Modern Day Slaves”, um livro com a reportagem que fez sobre crianças escravizadas.

O objetivo do projeto do fotojornalista da agência Lusa é publicar um documento que sirva de alerta mundial sobre as falsas escolas corânicas no Senegal, onde milhares de crianças são escravizadas.

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Para apoiar esta campanha de angariação de fundos ‘online’ há várias modalidades de contribuição, com valores diferentes, a partir de 25 dólares (cerca de 22 euros), através deste endereço.

Mário Cruz tomou conhecimento das falsas escolas corânicas em 2009, durante uma reportagem na Guiné-Bissau, onde ouviu casos de crianças que estavam a ser levadas para o Senegal para serem escravizadas por líderes religiosos.

Fez uma pesquisa durante seis meses e tirou uma licença sem vencimento para, durante cerca de dois meses, investigar o que estava a acontecer a estas crianças, no Senegal e na Guiné-Bissau.

As fotografias captadas por Mário Cruz, 28 anos, valeram-lhe o primeiro prémio do World Press Photo, na categoria Assuntos Contemporâneos e o Prémio Estação Imagem 2016, mas, antes disso, a Newsweek publicou 20 das suas fotografias da reportagem.

Aceitou o desafio da FotoEvidence – organização internacional que premeia e cria publicações de reportagens sobre injustiças sociais e violações dos direitos humanos – e espera que a concretização do projeto “Talibes Modern Day Slaves” seja “a prova documental que condena o presente destas crianças e defende o seu futuro”.

Mário Cruz disse à Lusa que serão necessários 28 mil dólares (cerca de 25 mil euros), para uma tiragem de mil exemplares do livro, cujo principal objetivo é “criar um documento que alerte para o problema e pressione as autoridades locais e internacionais, a tomar medidas” contra esta escravização das crianças.

Texto Lusa e CCA

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