Foram estes os quatro candidatos portugueses ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro

14 SETEMBRO, 2016 -

Cartas da Guerra (crítica), realizado por Ivo M. Ferreira, já foi visto por mais de 12 000 pessoas, tudo isto em apenas três semanas, desde que o filme estreou nas salas portuguesas.

Agora, o filme baseado nas cartas que o escritor António Lobo Antunes escreveu à sua mulher, na altura em que esteve em serviço como médico na Guerra Colonial (entre 1971 e 1973)editadas no livro D’Este viver aqui neste papel descripto está pré-seleccionado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. O anúncio dos indicados à 89ª edição dos Óscares, para esta categoria, está marcado para 24 de Janeiro.

O nono filme (entre curtas e longas-metragens) de Ivo M. Ferreira já tem estreia comercial assegurada para França, Espanha, Bélgica, Holanda e Brasil. No entanto, para estar entre os seleccionados e correr em  direcção à estatueta dourada o filme tem de ser distribuído nos EUA. Segundo o produtor do filme Luís Urbano, em declarações ao DN, “É preciso muito dinheiro e um distribuidor americano“, “Há uma campanha que tem de ser feita, junto dos membros da Academia. É preciso comunicação, um bompublisher, é um trabalho que tem de ser feito em parceria” e acrescenta “Ao mesmo tempo, tem de ser um bom negócio para o produtor. Vamos tentar dar esse passo“.

A escolha do filme para representar o nosso país nos Óscares teve novas regras: “Este ano foi deliberado fazer esta escolha em duas fases. Na primeira, um júri escolheu 4 filmes candidatos. Na segunda, os membros da Academia votaram, (na plataforma existente para o efeito), dentro desses 4 filmes, qual o vencedor“, explicou Paulo Trancoso, presidente da Academia Portuguesa de Cinema, ao DN, dizendo ainda que “a plataforma assinala pelo menos 50 votantes“. Estiveram assim em cima da mesa 4 nomes para a pré-selecção do Óscar de Melhor Filme EstrangeiroCartas da Guerra, de Ivo M. FerreiraAmor Impossível, de António-Pedro Vasconcelos, Cinzento e Negro, de Luís Filipe Rocha e Montanha, de João Salaviza.

Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira

1971. António vê a sua vida brutalmente interrompida quando é incorporado no exército português, para servir como médico numa das piores zonas da guerra colonial – o Leste de Angola. Longe de tudo que ama, escreve cartas à mulher à medida que se afunda num cenário de crescente violência. Enquanto percorre diversos aquartelamentos, apaixona-se por África e amadurece politicamente. A seu lado, uma geração desespera pelo regresso. Na incerteza dos acontecimentos de guerra, apenas as cartas o podem fazer sobreviver.

Amor Impossível, de António-Pedro Vasconcelos

Cristina desapareceu.

Tiago, o seu namorado, afirma que ela foi raptada, mas é uma história em que Madalena e Marco, os dois investigadores da Policia Judiciária responsáveis pelo caso, têm dificuldade em acreditar.

Ao seguir as pistas que antecederam o crime, “Amor Impossível” caminha entre duas narrativas paralelas:
– a de Cristina, uma jovem que busca um amor total e sem limites;
– e a de Madalena, uma mulher que, ao investigar o desaparecimento, é confrontada com as insuficiências da sua própria relação.

Cinzento e Negro, de Luís Filipe Rocha

Este filme conta a história de Maria, uma mulher traída pelo companheiro, David, quando este lhe rouba um saco de dinheiro e foge, refugiando-se na ilha do Pico. Furiosa e determinada a vingar-se, ela propõe a um inspector da Polícia Judiciária, Lucas, perseguir e encontrar o companheiro. Entretanto, David, numa visita à ilha do Faial, apaixona-se por uma faialense, Marina, empregada do mítico bar Peter Café Sport. Maria e Lucas procuram David nos Açores, cruzam-se com Mariana no Faial e os três vão descobrir David na sua casa da montanha, no cimo do Pico. Num confronto final, como numa tragédia grega, Maria e David ajustam as contas que o destino lhes traçou.

Montanha, de João Salaviza

É Verão em Lisboa. David, de 14 anos, foi criado com a mãe e o avô. Quando o velho senhor fica gravemente doente e é hospitalizado, a mãe decide passar lá as noites, esperando o momento da inevitável morte. David recusa-se a entrar no hospital ou a encarar a possibilidade da partida do homem que o criou. O vazio pela falta do avô e da mãe obriga o rapaz a tornar-se o homem da casa e a entrar precocemente na idade adulta…

 

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