Festival de cinema de Berlim começa amanhã com ‘Django’, filme de Etienne Comar

8 FEVEREIRO, 2017 -

O filme ‘Django’, de Etienne Comar, sobre o guitarrista Django Reinhardt, perseguido pelo regime nazi, abre na quinta-feira o Festival de Cinema de Berlim, e dá o tom para uma edição que apela ao pluralismo e à reflexão.

Selecionado para a competição oficial de longas-metragens, “Django” recua a 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, quando Paris está ocupada pelos alemães e Django Reinhardt e a família são perseguidos pelos nazis por causa das raízes ciganas.

Festival de cinema de Berlim começa na quinta-feira com ‘Django’
O filme ‘Django’, de Etienne Comar, sobre o guitarrista Django Reinhardt, perseguido pelo regime nazi, abre na quinta-feira o Festival de Cinema de Berlim, e dá o tom para uma edição que apela ao pluralismo e à reflexão.

Selecionado para a competição oficial de longas-metragens, “Django” recua a 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, quando Paris está ocupada pelos alemães e Django Reinhardt e a família são perseguidos pelos nazis por causa das raízes ciganas.

O filme, que faz a estreia mundial em Berlim, “é um comovente conto sobre sobrevivência”, chamando a atenção para um artista que “o perigo e luta constantes e as atrocidades cometidas contra a família nunca fizeram parar”, afirmou o diretor da Berlinale, Dieter Kosslick, citado pela imprensa especializada.

A propósito da programação, Dieter Kosslick explicou, em entrevista à revista Variety, que muitos dos filmes escolhidos são de realizadores que se focam em “tentar explicar porque é que as coisas são como são, mas de uma perspetiva histórica”.

Ja agência France Press antecipa que, nesta edição, a Berlinale está comprometida com a realidade, escrevendo que “estrelas e realizadores não deverão deixar escapar a oportunidade de abordar os grandes temas do momento: A progressão do populismo no Ocidente ou a eleição de Donald Trump na presidência norte-americana”.

“Django” é uma das 18 longas-metragens em competição pelo Urso de Ouro, o prémio máximo do festival, ao lado de “Colo”, de Teresa Villaverde, “Joaquim”, do brasileiro Marcelo Gomes, “The Party”, de Sally Potter, e “The Other Side of Hope”, filme de Aki Kaurismaki também dominado pela questão dos refugiados.

O júri será presidido pelo realizador holandês Paul Verhoeven.

Em Berlim são esperadas várias estrelas de cinema, entre as quais Richard Gere, Catherine Deneuve, Hugh Jackman, por causa da estreia de “Logan” no qual volta a ser Wolverine, e Ewan McGregor pela sequela “T2 Trainspotting”, de Danny Boyle, ambos fora de competição.

Também fora de concurso será mostrado “La reina de España”, de Fernando Trueba com Penélope Cruz.

Na competição de curtas-metragens, o destaque vai para a presença de quatro filmes portugueses, de Salomé Lamas, Gabriel Abrantes, João Salaviza e Diogo Costa Amarante.

À margem da programação, o festival irá prestar homenagem ao ator britânico John Hurt, recentemente falecido, com a exibição de “An Englishman in New York” (2009), de Richard Laxton.

O festival de Berlim decorrerá de 09 a 19 de fevereiro.

A lista das 18 longas-metragens em competição na íntegra:

“Have a nice day” – Liu Jian

“Ana, mon amour” – Calin Peter Netzer

“On the beach at night alone” – Hong Sangsoo

“Beuys” – Andres Veiel

“Colo” – Teresa Villaverde

“The Dinner” – Oren Moverman

“Django” – Etienne Comar

“Félicité” – Alain Gomis

“Bright Nights” – Thomas Arslan

“Joaquim” – Marcelo Gomes

“Mr. Long” – Sabu

“The Party” – Sally Potter

“Pokot” – Agnieszka Holland

“Return to Montauk” – Volker Schlondorff

“On Body and Soul” – Ildikó Enyedi

“The Other Side of Hope” – Aki Kaurismaki

“Una Mujer Fantástica” – Sebastián Lelio

“Wilde Maus” – Josef Hader

Texto de Lusa

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