Espaço Nimas exibe 9 filmes do mestre japonês Kenji Mizoguchi

22 MARÇO, 2017 -

Já está disponível a calendarização da primeira parte do programa dedicado ao mestre japonês Kenji Mizoguchi. De 13 de Abril a 10 de Maio, estarão em exibição no Espaço Nimas as obras Contos da Lua Vaga (1953), A Mulher de Quem se Fala ou Os Amantes Crucificados (1954), em cópias restauradas.

O programa dedicado a Mizoguchi segue a partir de 11 de Maio, com as seis restantes obras, Os Amantes Crucificados (1954), Festa em Gion (1953), A Senhora Oyu (1951), A Imperatriz Yang Kwei Fei (1955), O Intendente Sansho (1954), Rua Da Vergonha (1956) e O Conto dos Crisântemos Tardios (1939), filmes raramente exibidos e comercialmente inéditos nas salas de cinema portuguesas, excepto Rua Da Vergonha.

No Teatro Municipal do Campo Alegre, no Porto, os filmes de Kenji Mizoguchi poderão ser vistos a partir de 11 de Maio. Este programa será também extensível a outras cidades, como Coimbra, Braga, Setúbal e Figueira da Foz.

Autor de uma obra vasta e única, Kenji Mizoguchi (1898-1956) é reconhecido como um dos três mestres do cinema japonês, juntamente com Yasujiro Ozu e Akira Kurosawa. Autor de 80 e poucas obras, muitas delas desaparecidas, Mizoguchi iniciou a sua carreira como actor, e realiza o seu primeiro filme em 1922. Os seus filmes, principalmente os da década de 1930, são considerados retratos essenciais de um Japão em transição, do feudalismo para a modernidade. Após a Segunda Guerra Mundial, foi redescoberto no Ocidente, em particular pela crítica de cinema francesa e por Jacques Rivette, já no final dos anos 50. Morreu aos 58 anos de idade, deixando uma obra marcada por temas como o sofrimento feminino e a reconstituição de histórias tradicionais japonesas.

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