Edward Snowden e Oliver Stone nas Conferências do Estoril 2017

12 JANEIRO, 2017 -

Entre os participantes estão ainda os magistrados Baltasar Garzón, que ordenou a detenção de Augusto Pinochet, Sérgio Moro, que presidiu julgamento da Operação Lava Jato e Carlos Alexandre, responsável por casos como a Operação Marquês. Segundo o vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nigel Farage, ex-líder do eurocético Partido da Independência do Reino Unido, também irá participar.

O ex-analista informático que divulgou a espionagem em massa dos serviços de informações dos EUA, Edward Snowden, e o realizador norte-americano Oliver Stone estão entre as participações confirmadas nas Conferências do Estoril 2017, anunciou hoje a autarquia.

Marcada para 29, 30 e 31 de maio, a edição deste ano das Conferências tem o tema “Migração Global”, “o grande desafio do século XXI” e conta, como habitualmente, com dezenas de outras personalidades internacionais, disse o vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, Miguel Pinto Luz, numa apresentação à imprensa dos grandes eventos que o município organiza em 2017.

Edward Snowden, 33 anos, exilado na Rússia desde 2013 e acusado de espionagem nos Estados Unidos, vai intervir através de videoconferência e responderá a perguntas da assistência, precisou Pinto Luz.

Oliver Stone, 70 anos, recebeu o Oscar de Melhor Realizador com os filmes “Platoon – Os Bravos do Pelotão” (1986) e “Nascido a 4 de Julho” (1989), e tem uma carreira marcada por filmes sobre questões políticas, como a trilogia presidencial “JFK” (1991), “Nixon” (1995) e “W.” (2008) e a série documental “A História Não Contada dos Estados Unidos” (2012-2013).

Stone tem-se interessado também pela desregulação do mundo financeiro – “Wall Street” (1987) e “Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme” (2010) — e a política internacional – “Comandante” (2003), sobre Fidel Castro, e “Ao Sul da Fronteira”, um documentário com entrevistas a Hugo Chávez, Cristina Kirchner e Rafael Correa -, e prepara atualmente um filme sobre Vladimir Putin.

As Conferências do Estoril 2017 contam também com a presença de quatro magistrados conhecidos por mediáticos processos: Baltasar Garzón, Sérgio Moro, Antonio di Pietro e Carlos Alexandre.

Garzón, 61 anos, tornou-se mundialmente conhecido ao ordenar a detenção do ditador chileno Augusto Pinochet em Londres, em 1998.

Atualmente, o magistrado espanhol chefia a equipa de defesa de Julian Assange, o fundador da Wikileaks, refugiado desde junho de 2012 na embaixada do Equador em Londres para impedir o cumprimento de um mandado de detenção emitido pela Suécia, onde foi acusado de agressão sexual, e uma possível extradição para os Estados Unidos, que o querem julgar por ter divulgado centenas de milhares de documentos classificados.

Sérgio Moro, 44 anos, juiz federal brasileiro, ganhou notoriedade internacional por presidir ao julgamento dos crimes revelados pela Operação Lava Jato, considerado o maior caso de corrupção e lavagem de dinheiro no Brasil e que envolve políticos e a empresa estatal Petrobras.

Antonio di Pietro, italiano, 66 anos, foi advogado e procurador e é, desde 1996, político. Enquanto procurador, coordenou, com Giovanni Falcone, a operação Mãos Limpas, uma das maiores operações anticorrupção da Europa que envolveu empresas privadas e detentores de cargos públicos e levou a profundas mudanças político-partidárias em Itália.

Carlos Alexandre, 54 anos, é juiz e o seu nome está associado a vários processos de corrupção, entre os quais a Operação Marquês, com mais de uma dezena de arguidos, entre os quais o ex-primeiro-ministro José Sócrates.

Miguel Pinto Luz avançou também a participação de Nigel Farage, ex-líder do eurocético Partido da Independência do Reino Unido (UKIP).

As Conferências do Estoril são organizadas de dois em dois anos desde 2009 pela Câmara Municipal de Cascais.

Texto de Lusa

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