E se ‘Gone Girl’, de David Fincher, fosse uma tragédia grega?

27 ABRIL, 2016 -

O cinema e a literatura baseiam-se há muito na riqueza das histórias clássicas e revisitam-nas constantemente no grande ecrã ou nos livros. Gone Girl de David Fincher – ou, mais precisamente, o romance e argumento de Gillian Flynn –  é um bom exemplo disso mesmo.

Medeia teve a sua primeira encenação em 431 a.C. O poeta grego Eurípides representou na tragédia grega o retrato psicológico de uma mulher carregada de amor e ódio o que representava para a altura um novo tipo de personagem na tragédia grega: a esposa repudiada e perseguida que se revoltava contra o mundo que a rodeava, rejeitando o conformismo tradicional. Cheia de fúria, pelo marido infiel, mata os filhos e modifica-se. Medeia é vista como uma das figuras femininas mais impressionantes da dramaturgia universal e manteve-se como a tragédia grega mais frequentemente encenada ao longo do século XX.

A título de curiosidade o icónico realizador italiano Pier Paolo Pasolini adaptou a peça ao cinema com o filme Medea, em 1969, tendo Maria Callas no papel de Medeia. Já Lars von Trier também dirigiu uma versão para televisão em 1988.

Para comprovar tudo isto trazemos-te este ensaio onde te é explicada toda a lógica entre Gone Girl e Medeia:

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