Documentário ‘Hitchcock/Truffaut’ estreia nos cinemas portugueses

15 NOVEMBRO, 2016 -

Hitchcock/Truffaut de Kent Jones, o filme sobre a mítica entrevista do jovem crítico e realizador François Truffaut a Alfred Hitchcock, antestreia a 7 de Dezembro, às 21h30, na Cinemateca Portuguesa, com a presença do realizador e chega aos cinemas a 8 de Dezembro.

Em 1962, Hitchcock e Truffaut encontram-se longe de Hollywood durante uma semana para esmiuçar os segredos por detrás da encenação no cinema. Com base nas gravações originais deste encontro – usado para produzir o mítico livro Hitchcock / Truffaut – este filme ilustra a maior lição de cinema de todos os tempos, levando-nos a viajar pelo universo do criador de Psycho, Os Pássaros e Vertigo. A arte incrivelmente moderna de Hitchcock é escrutinada e explicada pelos principais cineastas da actualidade: Martin Scorsese, David Fincher, Arnaud Desplechin, Kiyoshi Kurosawa, Wes Anderson, James Gray, Olivier Assayas, Richard Linklater, Peter Bogdanovich e Paul Schrader.

Kent Jones é o conferencista convidado da rubrica de programação da Cinemateca “Histórias do Cinema” que, entre 5 e 10 de Dezembro, é dedicada à obra de Alfred Hitchcock, em cinco sessões-conferência a decorrer a partir das 18h, na sala M. Félix Ribeiro. Os cinco filmes de Hitchcock escolhidos por Kent Jones para apresentar e comentar nas “Histórias do Cinema” são “Young and Innocent” (1937), o único título do período britânico da obra de Hitchcock deste programa, “Saboteur” (1942), “Notorious” (1946), “I Confess” (1953) e “Topaz” (1969).

Kent Jones tem escrito e publicado sobre cinema em diversas revistas, jornais, catálogos, sítios da Internet, nos mais diversos países. Entre os livros editados, contam-se volumes sobre as obras de André Téchiné ou Olivier Assayas, ou Physical Evidence, uma compilação dos seus escritos (2007). Como programador, estreou-se no Film Forum do Festival Internacional de Cinema de Roterdão, e desenvolveu a sua atividade na Film Society of Lincoln Center a partir de 1998, antes de assumir a codireção do New York Film Festival, em 2012. É também coargumentista e realizador, tendo colaborado com Martin Scorsese em filmes como “Il Mio Viaggio in Italia” (2001) ou “A Letter to Elia”, assinado por ambos (2010).

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