Dez filmes e um concerto para veres na RTP

25 JULHO, 2017 -

O verdadeiro serviço público faz-se na RTP! Sendo assim, e porque faz todo o sentido darmos destaque a este assunto, elaborámos este artigo para reforçar e dar visibilidade ao trabalho feito pela estação pública portuguesa. De 25 de Julho a 4 de  Agosto há cinema (e até um concerto) para todos os gostos. Fica agora com as sinopses, retiradas do site da RTP:

25 de Julho

La folie du Loto aux Etats Unis | 20h na RTP3

Tornar-se milionário em poucos segundos é possível…na América. Nos Estados Unidos 25 da população entra em jogo. Mas o que acontece com os vencedores do jogo? O que estão a fazer com o dinheiro? Os exageros levam a que alguns americanos façam uma cruzada contra a lotaria.

26 de Julho

The Secret Revolution – Women in Saudi Arabia 20h na RTP3

Há uma revolução em curso na Arábia Saudita. As mulheres começam a reivindicar direitos até aqui negados.

este documentário faz um retrato das mulheres pioneiras que querem mudar a sociedade na Arábia Saudita. Esse retrato é feito através de Somayya Jobarti, a primeira editora-chefe do Reino, Sofana Dahlan empresária cultural e advogada e Rasha Hefzi uma das mulheres eleitas para um parlamento local.

O que está a mudar na Arábia Saudita?

Objectif Femmes | 23h52 na RTP2

Quando as mulheres estão atrás da objetiva: a especificidade feminina na abordagem da fotografia

Se algumas fotógrafas são hoje em dia consideradas grandes artistas, a grande maioria permanece desconhecida do grande público muito embora desde o início tenha havido mulheres dedicadas a esta arte.
Uma merecida retrospetiva sobre as mulheres fotógrafas mais inspiradoras, que pela sua criatividade e tenacidade contribuíram para a evolução da fotografia e tiveram um papel reconhecido e inegável na história.

Das primeiras mulheres fotógrafas às contemporâneas o documentário, que conta com testemunhos de especialistas como Marta Gili, Michel Poivert, Marie Robert, Abigail Solomon Godeau e fotógrafas internacionalmente reconhecidas como Jane Evelyn Atwood, Sarah Moon, Dorothée Smith e Christine Spengler, dá visibilidade a numerosas artistas injustamente esquecidas e interroga-se sobre a existência de uma especificidade feminina na abordagem da fotografia.

27 de Julho 

Picturing War 20h na RTP3

Os desafios que o fotógrafo de guerra tem que vencer diariamente.

A Internet e a Imprensa estão cheias de fotografias de guerra e de crises mundiais. Este filme centra-se na jornada das imagens: a preparação, a procura de editor e a perigosa jornada das zonas de conflito ou crise. O file oferece uma visão aprofundada dos desafios que um fotógrafo de guerra enfrenta diariamente.

28 de Julho

Children of Shame01h30 na RTP3

Na China, os órfãos dos condenados à morte são desprezados e rejeitados.

Na China todos os dias são condenadas á morte várias pessoas. Os filhos destes condenados são rejeitados pela comunidade e nem sequer são elegíveis para adoção. Uma mulher decidiu transformar o destino destas crianças..

Tibetan El Dorado 20h na RTP3

O Cordyceps Sinensis cresce nos altos planaltos dos Himalaias.

Meio animal e meio vegetal, o Cordyceps Sinensis é uma combinação única de uma lagarta e um cogumelo selvagem, que cresce a 4.000 metros nos altos planaltos do Tibete. Daqui para as empresas farmacêuticas de Hong Kong e fornecedores de drogas do Sudoeste asiático, todos tentam controlar o acesso este “Viagra dos Himalaias” que é mais caro que o ouro.

Lágrimas e Suspiros 23h50 na RTP2

Uma das obras-primas do cineasta sueco Ingmar Bergman. Vencedor do Óscar para melhor fotografia em 1974 e do Grande Prémio do Festival de Cannes em 1973, é um retrato inesquecível do sofrimento e uma das mais fascinantes e dolorosas reflexões sobre a morte e a inevitabilidade do desaparecimento

A história passa-se no final do século XIX. Agnès (Harriet Andersson), que sofre de uma doença terminal, vive no campo com a sua dedicada criada Anna (Kari Sylwan). Quando a morte se aproxima Karin (Ingrid Thulin) e Maria (Liv Ullmann) viajam para junto da irmã. As duas vivem angustiadas e entregues às suas fantasias, traumas e dramas pessoais, que a proximidade da morte amplia. Karen, a irmã mais velha, está presa num casamento com um homem que não ama e não suporta qualquer tipo de contacto físico. Maria, a mais nova, comporta-se como uma menina mimada sem qualquer limite moral. A criada é a única que consegue reconfortar Agnès e que a acompanha nos últimos minutos de vida. Quando todos saem, Anna encontra o diário de Agnès que evoca um tempo em que todas foram felizes.

Lágrimas e Suspiros é uma das obras-primas da carreira de mestre Bergman, que no início dos anos 70 demonstrava não ter perdido nem a lucidez nem o génio. Partindo da imagem de três mulheres vestidas de branco numa sala vermelha que falavam em sussurro, Bergman, constrói uma dolorosa, fascinante e bela reflexão sobre a morte. Sobre o desaparecimento físico e biológico do ser humano. Tudo se desenrola no seio de uma bela casa, onde imperam os tons vermelhos, que alberga quatro mulheres. Três irmãs e uma criada. Uma delas agoniza moribunda e as outras cuidam dela, entregues aos seus fantasmas, traumas e recordações e envolvidas nos seus choques e conflitos, que a proximidade da morte amplia. Lágrimas e Suspiros é, pois, uma portentosa visão da morte, inevitavelmente, no feminino, em que Bergman percorre os rostos, os corpos e as almas de quatro mulheres confrontadas com a inevitabilidade do desaparecimento. Um grande e perturbador filme que nunca deixou ninguém indiferente, quer pela sua beleza formal quer pela riqueza intemporal do seu tema, servido por um elenco portentoso.

29 de Julho

Cinco Dias, Cinco Noites 23h25 RTP2

Sob o pseudónimo de Manuel Tiago, Álvaro Cunhal escreveu um romance sublime que Fonseca e Costa magnificamente adaptou para o cinema

Nos finais dos anos 40 André foge da prisão e vê-se forçado a abandonar clandestinamente o país. No Porto uns amigos arranjam-lhe um “passador”, Lambaça, que conhece bem a fronteira de Trás-os-Montes, graças à sua atividade de contrabandista. André e Lambaça desde o primeiro momento que sentem uma mútua antipatia, mas ao longo de cinco dias e cinco noites, através de montes e vales e trocando as voltas à guarda e à polícia política, vão acabar por ultrapassar a desconfiança inicial. Entre os dois homens nasce uma forte amizade e um mútuo respeito forjado nas condições mais adversas.

“Cinco Dias, Cinco Noites” é uma excelente adaptação ao cinema do romance homónimo de Manuel Tiago, pseudónimo de Álvaro Cunhal (1913-2005), sobre a odisseia de um jovem em fuga que nos finais dos anos 40 se vê obrigado a passar a fronteira a “monte” na companhia de um contrabandista.

José Fonseca e Costa assina um filme inteligente e sensível, que é acima de tudo uma subtil evocação de um país dominado por um regime que obrigou muitos à fuga e ao exílio, bem como uma fascinante história de amizade entre dois homens oriundos de universos distintos que no meio da adversidade acabam por descobrir uma mútua admiração. Um belo filme de Fonseca e Costa que conta com um grande trabalho de fotografia de Affonso Beato e duas excelentes interpretações a cargo de Vítor Norte e Paulo Pires.

Faces of terror | 01h50 na RTP3

O que leva cidadãos europeus, filhos de imigrantes árabes, tornarem-se extremistas da Al Qaeda ou do estado islâmico?

Filhos de imigrantes, cidadãos europeus, como é o caso dos irmãos Kouachis, atacam os países onde nasceram. O que os leva a rejeitar os valores com os quais cresceram para se tornarem extremistas da Al Qaeda ou do estado islâmico?

O que se passa com estes renegados da sociedade francesa?

31 de Julho

Joan Baez – Live In New York | 00h30 na RTP2

Concerto da lendária cantora folk Joan Baez no Beacon Theatre de Nova York. Com uma carreira de quase seis décadas, tem sido uma figura pioneira tanto na música como na justiça social

Por ocasião do 75º aniversário de Baez, em janeiro de 2016, a Great Performances apresentou um concerto no Beacon Theatre de Nova York para celebrar a vasta influência e impacto de Joan Baez. Para este concerto, Joan Baez trouxe alguns convidados como Paul Simon, David Crosby, Jackson Browne, Emmylou Harris, Indigo Girls, Mavis Staples, Mary Chapin Carpenter, Judy Collins, Damien Rice, David Bromberg, Nano Stern e Richard Thompson.

Com uma carreira de quase seis décadas, Joan Baez é uma figura de referência não só na música mas na promoção da justiça social, dos direitos humanos, na defesa das mulheres, das minorias e nos movimentos pela paz e pela proteção ambiental. Joan continua fazer ouvir a sua voz e a sua música e a mostrar uma renovada paixão e vitalidade nos seus concertos.

2 de Agosto

Pulp Fiction | 23h50 na RTP2

Palma de Ouro em Cannes e Oscar para Melhor Argumento, este surpreendente e impressionante thriller policial impôs Quentin Tarantino como um dos mais talentosos cineastas da sua geração

Uma história, composta por várias histórias, contada de trás para a frente, com todo o ritmo de Quentin Tarantino. Os episódios têm todos uma ação própria, mas estão sempre, de uma forma ou outra, interligados. Pulp Fiction é um surpreendente thriller policial, onde o modernismo se funde com as sangrentas atmosferas dos clássicos dos anos trinta e quarenta.

O título do filme de Quentin Tarantino é uma referência às revistas Pulp, caracterizadas pelas suas histórias sensacionalistas e violência gráfica.

Tarantino vai desenhando genuínas, irónicas e cruéis atmosferas de marginalidade no meio do mais vulgar quotidiano. E depois, para completar, coloca nesses ambientes assassinos profissionais, gangsters implacáveis, miúdas desmioladas, pugilistas de terceira, sádicos de bairro e assaltantes românticos. Uma mistura que lhe valeu a Palma de Ouro em Cannes e várias nomeações para os Óscares, tendo conquistado o de melhor argumento original, e que o impôs como um dos mais talentosos cineastas da sua geração. O filme marca ainda o regresso em grande de John Travolta e conta com as excelentes interpretações de Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman, Harvey Keitel e Maria de Medeiros.

4 de Agosto

Contos da Lua Vaga | 23h50 na RTP2

Do cineasta japonês Kenji Mizoguchi, baseado nas histórias de Akinari Ueda e Guy de Maupassant, um assombroso conto de amor e perda, que mistura de forma única o real e o que nos transcende

Durante guerra civil japonesa, no século XVI, o oleiro Genjuro e o seu vizinho Tobei vão à capital vender peças de cerâmica. O oleiro volta para fazer novas peças mas a situação na aldeia complica-se e são obrigados a fugir e a separar-se. Tobei deixa a mulher para concretizar o seu sonho de se tornar um samurai. Sozinha e desprotegida, a mulher é levada por um grupo de soldados e forçada a tornar-se uma gueixa. Genjuro é seduzido pela bela aristocrata Wakasa e esquece a mulher e o filho. Wakasa é na realidade um fantasma, uma vítima da guerra que morreu sem conhecer o amor e agora procura-o entre os vivos porque sem ele estará condenada para sempre.

Vencedor do Leão de Prata no Festival de Veneza (1953), Contos da Lua Vaga é o mais célebre título da obra do cineasta japonês Kenji Mizoguchi (1898-1956). Juntamente com Akira Kurosawa (1910-1998) e Yasujiro Ozu (1903-1963), Kenji Mizoguchi é considerado como um dos grandes mestres do cinema japonês. Autor de uma filmografia única, os seus filmes, principalmente os da década de 1930, retratam a realidade cultural de um Japão em profunda transformação. Contos da Lua Vaga é talvez o filme mais representativo do estilo do cineasta, das suas preocupações, do seu humanismo e do seu génio. Inspirado em dois contos fantásticos do escritor Ueda Akinari (1734-1809) e num outro de Guy de Maupassant (1850-1893), é ao mesmo tempo uma fábula moral, um filme realista e uma história sobrenatural.

Artigo editado às 11h52 com o acréscimo da informação do filme Objectif Femmes, optámos por não editar o título

(informação retirada do site da RTP)

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