‘Demolition’ e ‘The Neon Demon’ estreiam no TVCine

6 MARÇO, 2017 -

‘A beleza não é tudo; é a única coisa’. Este é o mote de The Neon Demon (2016), de Nicolas Winding Refn. Jesse (Elle Fanning) é uma bela aspirante a modelo que deixa a América profunda rumo a Los Angeles. A mãe descreve-a como uma rapariga perigosa mas a sedutora e muito sexual menina vai encontrar perigos maiores na maquilhadora Ruby (Jena Malone) e nas modelos Gigi (Bella Heathcote) e Sarah (Abbey Lee).

Jesse, ainda menor de idade, chega a Los Angeles, disposta a vencer como modelo. Bela, sensual, atraente como um íman, Jesse consegue uma primeira sessão fotográfica onde conhece Ruby, uma maquilhadora de moda, que por sua vez lhe apresenta as modelos Gigi e Sarah. As três comentam entre elas a beleza invulgar de Jesse, com inveja e ciúmes. Jesse entretanto consegue ser agenciada por Roberta Hoffman (Christina Hendricks), que lhe garante que ela vai ser uma grande estrela. Numa nova sessão, desta vez para um estilista de renome, Jesse é elogiada em detrimento de Sarah, o que a deixa furiosa. A aspirante a modelo corta-se acidentalmente e Sarah suga o seu sangue. De regresso ao hotel onde está hospedada, propriedade de Hank (Keanu Reeves), Jesse desmaia e tem sonhos delirantes, que incluem um prisma voador e brilhante. Esse mesmo prisma aparece-lhe durante um trabalho e ela beija-o. Jesse nunca mais será a mesma e vai cair numa espiral de sexo, luxúria e sangue, num campo minado por Ruby, Gigi e Sarah, que vão trazer ao de cima segredos e mistérios tenebrosos e que podem ter um destino fatal.

The Neon Demon estreia a 13 de Março, segunda-feira, às 23h, no TVCine 4.

Quando a pessoa com quem estamos casados morre é suposto ficarmos devastados e em choque. Mas não foi isso que se passou com David (Jake Gyllenhaal), incapaz de sentir dor pelo desaparecimento de Julia num brutal acidente automóvel. Aparentemente apático, David canaliza as suas emoções para uma linha de reclamações. Do outro lado está Karen (Naomi Watts), também ela com uma dor inexpressiva e oculta. Os dois vão criar laços que os podem ajudar a ultrapassar o imobilismo que os domina, nem que para isso seja preciso demolir o que está para trás.

David sente-se frustrado porque o chocolate que comprou na máquina de venda automática ficou encravado. Seria legítimo se a mulher não tivesse acabado de morrer numa cama de hospital, depois de um brutal acidente automóvel. David resolve escrever uma carta de reclamação e é para essa missiva e para as próximas que canaliza as suas emoções e sentimentos, já que se sente incapaz de demonstrar dor, raiva ou desespero pela morte da mulher. Do outro lado da linha de reclamações está Karen. Os dois acabam por criar uma relação através das cartas e conhecem-se pessoalmente mais tarde. Uma ligação é criada de forma instantânea e súbita. David continua a não sentir nada em relação à morte da mulher mas os laços de amizade com Karen e com o seu filho Chris (Judah Lewis) são cada vez mais profundos. David dedica-se a desmontar todas as máquinas e equipamentos que lhe aparecem pela frente e a demolir vários objectos da sua vida, como forma de conseguir chegar à essência da sua vida e da sua dor. Juntos, David e Karen vão começar a aperceber-se que a dor está latente nos dois e que podem ser a ajuda que precisavam para conseguirem avançar na encruzilhada em que se encontram.

Demolition (2015), de Jean-Marc Vallée, uma estreia a não perder a 19 de Março, domingo, às 21h30, no TVCine 1.

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