Concertos a não perder no Super Bock Super Rock

13 JULHO, 2016 -

A 22ª edição do Super Bock Super Rock está de volta ao Parque das Nações e, novamente, com um cartaz que promete muito. A presença de artistas como Massive Attack & Young Fathers, Iggy Pop, The National e Kendrick Lamar demonstra que o line-up para este ano é mais ecléctico. Já o tínhamos feito para o NOS Alive, agora sugerimos nomes imperdíveis para esta edição do Super Bock Super Rock.

Iggy Pop

Icónico. Animal de palco. Imparável. Incontornável. Irreparável. Autêntico. Tantas mas tantas definições para um homem que já atingiu o patamar lendário do universo rock n’ roll. Já traçámos o seu perfil aqui, pela altura do seu aniversário, assim como a review do seu mais recente álbum “Post Pop Depression”, resultante de uma colaboração perfeita com Josh Homme (Queens of The Stone Age). A tour do fresquinho “Post Pop Depression” passa pelo Super Bock Super Rock e Iggy Pop sobe ao palco do MEO Arena no dia 15 de Julho. Confirmada está para já, uma ausência de peso, Josh Homme, não estará ao lado de Iggy em Lisboa. No entanto e apesar de querermos escutar temas como “Break Into Your Heart” ou “American Valhalla”, é de esperar que o alinhamento percorra a discografia de Iggy Pop.

FIDLAR

Os FIDLAR são, por norma, enérgicos e surpreendentes nas suas actuações. A banda norte-americana atravessa várias sonoridades pesadas e alternativas, do grunge ao surf rock e com muitas influências punk embebidas. Sobem ao palco EDP no dia 16 de Julho, onde devem tocar boa parte do mais recente trabalho homónimo. Apesar de contarem com apenas dois álbuns de estúdio e apenas 8 anos de carreira, são para nós – a par dos Wavves – uma das bandas emergentes do rock californiano.

The National

Já há muito conhecidos pelo público português, os The National voltam a Portugal sem álbum novo, mas com muitos projectos paralelos. Como colectivo, destaca-se o tributo aos Grateful Dead na colectânea “Day of the Dead”. No dia 14 contaremos com novas canções e com uma atitude sempre pujante de Matt Berninger, contaremos com canções de amor e de solidão e com uma dedicação incondicional da banda ao público português. A não perder no dia 14.

Surma

No final da tarde do dia 14, Surma subirá ao palco EDP. É o reconhecimento do enorme talento de Débora Umbelino que tem surpreendido nestes últimos meses. A jovem de Leiria cativa com a sua electrónica fantástica, com o seu talento e carisma indescritíveis e vai valer a pena ir um pouco mais cedo para descobrir ou redescobrir os sons de Surma.

Mike El Nite

Um dos pioneiros do trap nacional vai subir ao palco Antena 3 no último dia do festival. Depois da boa recepção ao EP “Rusga para Concerto em G menor”, Mike El Nite, lançou há um par de meses o seu primeiro LP “Justiceiro”. O primeiro álbum do artista já deu que falar e depois do belíssimo concerto de apresentação no Musicbox, será de esperar uma bela segunda dose neste Super Bock Super Rock.

Kendrick Lamar

O rapper norte-americano regressa a Portugal, desta vez a Lisboa, depois de ter estado em 2014 no NOS Primavera Sound, no Porto. Um dos maiores nomes do hip hop que é essencialmente fabuloso pela forma como transcende o género e mistura na sua música influêcias de Soul, Free Jazz e Funk, nomeadamente nos temas dos dois últimos álbuns. Curiosidade de ver se serão tocados temas de untitled unmastered, conjunto de demos de To Pimp a Butterfly. Mesmo aqueles que não se julgam fãs de rap, sairão do concerto com os ouvidos abertos e a mente cheia.

Jamie XX

Jamie xx tem-se apresentado em Portugal em formato DJ set ou acompanhado dos restantes membros dos The xx, das últimas vezes que cá esteve. Desta vez, vem sozinho (ou será que não, Romy?), mas traz na bagagem ‘In Colour’, unanimemente considerado um dos melhores discos de 2015. Os seus baixos sensuais, batidas pulsantes e melodias lindíssimas deixam-nos ansiosos para o concerto que se irá desenrolar no Palco EDP do Super Bock Super Rock. Será uma experiência envolvente a não perder.

Rhye

Os Rhye serão a banda ideal para quem quiser descansar do rebuliço do festival. É só deixar as canções sensuais e texturizadas, e a voz suave e andrógina do vocalista Milosh fluírem. Quiçá, até dará para abanar o corpo ao som de “3 Days” ou “Last Dance”.
Provavelmente, seremos presenteados com canções novas, dado que editaram o último álbum em 2013, o espantoso ‘Woman’, que, de resto, aconselhamos a quem não conhece.
Apresentando-se da última vez em Portugal para um concerto surpresa no Lux, desta vez fomos avisados com mais antecedência e marcaremos presença no palco EDP para os ouvir.                           Sabemos que será um prazer ouvi-los  e arriscamos dizer que será um dos concertos mais bonitos do festival.

(artigo editado às 14:40)

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