Começa hoje mais um ciclo dedicado ao cinema russo

20 ABRIL, 2016 -

Porque deveria o cinema de seguir as formas do teatro e da pintura em vez da metodologia da linguagem, que permite a origem de conceitos de ideias inéditos a partir da combinação entre duas denotações concretas de dois objectos concretos

Sergei Eisenstein

Depois do grande sucesso do ciclo dedicado a Andrei Tarkovsky, a Leopardo Filmes e a Medeia Filmes continuam a sua homenagem ao que de melhor a sétima arte russa deu ao mundo. Num ciclo intitulado “Ciclo Grande Cinema Russo – do Mudo à Perestroika” são ao todo 19 filmes que poderão ser vistos nas telas do Espaço Nimas, em Lisboa, e do Teatro Municipal Campo Alegre, no Porto, nove com a sua estreia comercial portuguesa e seis deles em cópias digitais restauradas.
CGCR - cartaz - GERAL 2

Como se pode ler no comunicado de imprensa da Medeia Filmes, o ciclo tem início “nos anos 1920 com os pioneiros do cinema russo e seus nomes maiores na primeira metade do século XX, como Serguei Eisenstein, Dziga Vertov, Boris Barnet e Aleksandr Dovzhenko”, com obras seminais da história do cinema como O couraçado Potemkine, de Eisentsein, ou O homem da câmara de filmar, de Vertov.
Entrando depois na década de 1960 com “aquele que poderíamos chamar um novo fôlego do cinema russo e soviético, (…), com as obras de Larisa Shepitko, Miahail Romm, Serguei Bondarchuk, Marlen Khutsiev, Nikita Mikhalkov, Elem Klimov e Andrei Konchalovsky”, onde se poderão ver o monumental Guerra e Paz de Bondarchuk, e Siberíada, de Konchalovsky.

O ciclo tem início hoje dia 21 de Abril e prolongar-se-á até dia 13 de Julho e é mais uma oportunidade para se ver no grande ecrã obras indispensáveis da história do cinema.

 Texto de Duarte Patarra

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