Colecção ‘Livros para o amanhã’, dedicada aos mais novos, explica democracia, ditadura, classes sociais e igualdade de género

5 DEZEMBRO, 2016 -

Uma colecção de livros para os mais novos, publicada nos anos 1970 em Espanha, sobre democracia, ditadura, classes sociais e igualdade de género, é editada este mês pela primeira vez em Portugal.

A colecção chama-se “Livros para o amanhã” e integra quatro álbuns ilustrados publicados em 1977 e em 1978 em Espanha, que tentam explicar as diferenças e semelhanças entre homens e mulheres, o que é viver em democracia e em ditadura.

Quarenta anos depois, a colecção foi recuperada pela editora espanhola Media Vaca, com novas ilustrações, tendo sido premiada este ano na Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, por propôr aos mais novos uma reflexão sobre questões políticas e sociais que permanecem atuais.

Com selo da editora Orfeu Negro, são agora publicados em Portugal os volumes “Há classes sociais“, com ilustração de Joan Negrescolor, e “As mulheres e os homens“, ilustrado por Luci Gutiérrez. No outono de 2017 sairão “Como pode ser a democracia” e “É assim a ditadura“, título que inclui uma referência a António de Oliveira Salazar.

As mulheres e os homens são muito parecidos, embora pareçam muito diferentes” lê-se no começo do livro dedicado à igualdade de género.

Os autores esmiúçam ideias que são perpetuadas por várias gerações, no que toca à educação, a comportamentos entre pais e filhos, à relação laboral e social entre homens e mulheres, e sublinham: “Na verdade, as mulheres e os homens são iguais em quase tudo. Só são diferentes por terem um sexo diferente“.

Num posfácio, a editora recorda que, passados quarenta anos, “há muito para alcançar a igualdade entre géneros. A melhor via é a educação: Ninguém deve duvidar de que as mulheres e os homens são iguais e que têm os mesmos direitos“.

No livro “Há classes sociais” explica-se o que é ser rico e ser pobre, que implicações o dinheiro tem na educação, no trabalho, na relação de forças entre as pessoas.

A classe média está a meio caminho de tudo. Não é rica de verdade, nem pobre de todo. Não é ela que decide (embora mande) nem é ela que obedece (embora passe a vida a fazer o que lhe mandam)“, afirmam os autores.

Na introdução, a editora portuguesa recorda que esta colecção foi publicada originalmente numa época em que “Espanha viva uma fase – a Transição – que implicaria as primeiras mudanças democráticas“, poucos anos depois da morte do general Francisco Franco.

Texto de Lusa

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