‘Ciclo Cinema Português em Movimento’ inicia hoje a volta pelo país

23 JUNHO, 2016 -

O filme “Os gatos não têm vertigens“, de António-Pedro Vasconcelos, abre, hoje, em Mêda (Guarda), o ciclo Cinema Português em Movimento, uma iniciativa que leva filmes portugueses a localidades com pouco oferta cinematográfica.

É a quarta edição de um programa criado pelo Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA), que se estenderá até meados de setembro, com oito longas-metragens portuguesas, em viagem pelo país.

No total serão 51 sessões de cinema, a exibir em pequenas localidades, como Lajeosa do Dão (Tondela), Cedães (Mirandela), Vila Soeiro do Chão (Fornos de Algodres), Serapicos (Murça), Arronches e São Brás de Alportel.

Além de “Os gatos não têm vertigens“, entre os filmes escolhidos estão “Capitão Falcão“, de João Leitão, “O Pátio das Cantigas“, de Leonel Vieira, “Cinzento e negro“, de Luís Filipe Rocha, e “Fados“, do espanhol Carlos Saura.

Todas as sessões contarão ainda com curtas-metragens de animação, inspiradas na obra de Rafael Bordalo Pinheiro, realizadas pelos alunos da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

Nas três edições anteriores, o Cinema Português em Movimento contou com 12.438 espectadores, em 136 sessões.

De acordo com dados estatísticos do ICA, Portugal dispõe de uma rede de exibição de cinema com 547 salas, que, em 2015, somaram 14,5 milhões de espectadores.

O distrito de Bragança, com cerca de 130 mil habitantes, é o único do país a possuir apenas uma sala de cinema, tendo contabilizado 3.980 espectadores, em 2015.

Por contraste, o distrito de Lisboa conta com 153 salas de cinema, para servir uma população de 2,2 milhões de habitantes. Em 2015, este distrito registou 5,2 milhões de espectadores.

Texto Lusa

Comentários

Artigos que poderão ser do teu interesse

ARTIGOS RELACIONADOS

Inicialmente o filme estava pensado para ser uma série de TV, mas nenhuma estação televisiva qu

O primeiro episódio do filme, uma vez que foi dividido em três partes, registou uma audiência d

O filme “Amor impossível”, de António-Pedro Vasconcelos, li