Cerveja Artesanal, os novos hábitos de consumo

31 AGOSTO, 2017 -

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As cervejas artesanais têm vindo a ganhar cada vez mais peso no consumo em Portugal e já estão a ditar algumas mudanças de hábitos junto do público que as consome.

Alcoólicas e complexas, foram a pouco e pouco conquistando o seu espaço e já entraram na moda. Destinam-se a nichos de apreciadores e o investimento por parte dos produtores diz respeito, na maior parte dos casos, ao tempo que é preciso despender com esse projeto, ficando para segundo plano o investimento financeiro.

No início eram feitas em pequena escala e, muitas vezes, até em casa, mas agora já ganharam uma nova dimensão e a sua produção já está mais complexa. Neste momento, já existem cerca de oito dezenas de produtores. A verdade é que a exclusividade é a alma do negócio e cada produtor aposta nas suas receitas ‘secretas’.

Vários especialistas do setor acreditam que «é um fenómeno que veio para ficar», embora reconheçam que este produto chegou a Portugal mais tarde do que nos restantes países. Mesmo assim, já conseguiu conquistar a sua quota de mercado. De acordo com os mesmos, a explicação é simples: este sucesso está relacionado com uma crescente procura por um produto diferenciado, com sabores e aromas mais fortes do que os da cerveja industrial.

Os especialistas vão mais longe e admitem que as cervejas artesanais já conquistaram um público próprio: é um produto para quem procura qualidade não só em degustação, mas na procura de uma bebida natural. Daí, este mercado não quer concorrer com os grandes nomes das cervejas industriais, uma vez que está virado para a diferenciação.

Também em termos de preço, os valores praticados são, na maioria dos casos, mais elevados do que os das cervejas tradicionais.

Certificação

Portugal já conta com a primeira cerveja biológica certificada em Portugal. Chama-se Lucy, chegou ao mercado na forma de uma Witbier elaborada apenas com ingredientes provenientes de agricultura biológica e é o resultado de um período de gestação de nove meses. Durante estas 40 semanas, afinaram-se receitas e identificaram-se fornecedores para entregar uma cerveja que, além de artesanal no seu conceito, é biológica e sustentável nos seus ingredientes e produção. Com 4,6% de álcool, é elaborada a partir de ingredientes 100% orgânicos. Apesar das receitas serem artesanais, a produção da Lucy já é feita numa cervejeira.

Com ou sem certificação, os exemplos deste tipo de produtos multiplicam-se e as perspetivas de consumo são animadoras. Depois de ter perdido lugares no ranking, o consumo nacional de cerveja deverá aumentar já este ano. Segundo um estudo da Nielsen, a manter-se a este ritmo, em 2017 deverá ser registado o maior crescimento do consumo de cerveja da última década.

Artigo escrito por Sónia Peres Pinto, publicado no nosso parceiro jornal i

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