Desde há umas semanas que a França tem sido marcada pela agressão e violação do jovem Theo, no dia 2 de Fevereiro, às mãos de agentes da polícia francesa. O caso aconteceu em Aulnay-sous-Bois, subúrbio de Paris, quando Theo foi interpelado pela polícia para controlo de identidade, numa sup

A questão da utilidade da arte é recorrente. Encontro-me bastante longe de Portugal, numa das cidades mais isoladas do mundo considerado ocidental, e de menor densidade populacional. Traduzindo, é distante de tudo e todos, e os que por aqui vivem também se encontram dispersos uns dos outros. Nã

Quando era um miúdo de cabelo rapado e jardineiras amarelas, conseguia voar. Lembro-me vivamente de levitar por cima do chão de madeira da minha sala, lentamente avançando até à janela do fundo. Lembro-me de me deixar cair do terraço para lenta e levemente pairar até os meus pés pousarem no

Não existe ninguém que não goste das coisas boas da vida. Contudo, há imensa gente que não gosta das mesmas coisas que outra tanta gente gosta. Todas comungam, no entanto, de um mesmo gosto: o gosto do que lhes dá prazer. Até pelo prazer que o desprazer dá: a superação do faquir, a excita

Parece-me que, em geral, vivemos numa ânsia de amor, precisando cada vez mais – enquanto seres individualistas – de sentir que alguém nos ama. Desejando a percepção da necessidade do outro relativamente a nós. Note-se que referi individualistas e não individuais, na medida em que individua

Já não é novidade que a arte é resultado da produção daquilo que cada um é. É assim que consegue meditar e espelhar aquilo que a identidade foi construindo por si até hoje. Tudo isto é o resultado mais ou menos perfeito de uma imperfeição que representa o dom da humanidade de criar. A la

Em Medicina, um dos ensinamentos que os bons alunos por norma interiorizam é que «o que parece é». Esta máxima advém do facto de que mais importante do que saber tratar as doenças raras, é preciso saber tratar as doenças comuns. Por isso, «o que parece é». O que não significa que seja s

Já toda a gente assistiu ao caso do sujeito que pergunta a um outro se está acordado e este responde-lhe que não, que estava apenas a dormir, até o outro lhe ter perguntado. Esta interacção assenta em duas premissas que deviam ser previamente clarificadas: 1. se o sujeito que pergunta está co

Sigmund Freud é um nome que quase ninguém desconhece. Quase toda a gente já ouviu falar qualquer coisinha sobre este austríaco, pioneiro na psicanálise e encarando com esta as questões mais elementares da credibilidade científica. Uma das mentes prematuras no estudo da mente humana e na desco

Fazer humor não é uma mera profissão, não é um ganha-pão. É uma arte, um dos múltiplos esforços criativos que nos capta a atenção e que nos gera emoção. Quem de nós descarta o bom humor das nossas vidas? Na medida do possível, queremos rir o máximo possível. É de se louvar que a c