Catarina Martins considera “indesculpável” que se repita uma tragédia como a de Pedrógão

17 OUTUBRO, 2017 -

A coordenadora do Bloco de Esquerda publicou na página de Facebook que considera “indesculpável” que se repita uma tragédia como a de Pedrógão

O CDS anunciou esta tarde que vai apresentar uma moção de censura ao governo.

Assunção Cristas justificou a iniciativa com o falhanço no combate aos incêndios. “Os portugueses não podem ter um governo que, numa situação de catástrofe, não compreende a sua função e não responde à altura das exigências”, afirmou.

A presidente do CDS pretende com esta iniciativa “dar voz às muitas pessoas que por todo o país se indignam com um primeiro-ministro que não está à altura das responsabilidades”.

Para o CDS, “a inacção total do governo e a total incapacidade de assumir responsabilidades” justificam esta moção de censura. Assunção Cristas criticou ainda o primeiro-ministro, António Costa, por não ter “feito um único pedido de desculpas”.

O Presidente da República foi informado “previamente” da iniciativa do CDS, revelou a presidente do partido.

Esta é a primeira moção de censura apresentada ao governo liderado por António Costa.

O anterior governo, liderado por Passos Coelho, foi alvo de seis moções de censura. Três foram apresentadas pelo PCP. Os socialistas apresentaram uma moção durante a legislatura, bem como o Bloco de Esquerda e o PEV. Todos os partidos queriam a queda do governo por causa das duras medidas de austeridade aplicadas pelo executivo.

A Assembleia da República já debateu, desde o 25 de Abril, 25 moções de censura, mas apenas uma foi aprovada e levou à queda do governo. Foi há 30 anos que o PRD apresentou uma moção de censura contra o governo de Cavaco Silva. A aprovação da moção conduziu à realização de eleições antecipadas e à primeira maioria absoluta do PSD.

Fotografia de José Sérgio

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